20/11/2009

Seminário Internacional de bancos de Leite Humano - Fiocruz/OPS


09/11/2009



O blog Mamãe Antenada está promovendo uma blogagem coletiva em prol da segurança dos slings.


Convida todos a participar com esse texto:
Super Importante: O Mamãe Antenada defende os inúmeros benefícios do uso dos slings.

Minha filha já "slingava" com 4 dias de vida!
O que queremos "atacar" é a produção mercantilista que não coloca no mercado produtos de qualidade! Portanto esperamos que as mamães optem SEMPRE pelo sling e SEMPRE a partir de marcas confiáveis e seguras. Todo e qualquer produto, se produzido de forma equivocada pode gerar danos!
Queremos chamar atenção para que as mamães se mantenham críticas e de olhos atentos às marcas e não ao conceito e ideologia do SLING que só tem à agregar nos vínculos mãe-bebê!!!

E o que isso tem a ver com o "De Peito Aberto"?
Nós defendemos, divulgamos, incentivamos o uso do sling por que ele proporciona o mesmo contato ofertado pela amamentação e assim, aumenta as chances da mãe seguir amamentando.
No sling seu bebê está ao alcance de seu beijo e também ao alcance do seu seio!

30/10/2009

Carregue e amamente seu bebê.



Ao contrário da crença ocidental que crianças cuidadas desta maneira (no colo) são exageradamente dependentes, estes bebês desenvolveram cedo independência da mãe, voluntariamente passando mais da metade do dia com seu pai ou outras crianças, entre 2 e 4 anos de idade.

Na maioria das sociedades não-industriais estudadas os bebês não eram tão carregados quanto nas sociedades de caçadores-coletores, mas a mãe ainda é a principal figura, ela dorme na mesma cama ou quarto que a criança e a criança é amamentada por mais de 24 meses.

Os pesquisadores observaram que nestas condições o choro das crianças era atendido rapidamente e com uma resposta apropriada e carinhosa. Os autores notam que a situação dos bebês nos Estados Unidos é drasticamente diferente desses padrões com crianças passando somente 25% de um período de 24 horas em contato com sua mãe devido à proliferação do uso de bebês-conforto, cadeirões de comer, balanços e cercadinhos, além do conselho dos pediatras de serem usadas áreas de dormir separadas para o bebê, resultando na estatística lamentável de mais de 43% dos episódios de choro dos bebês americanos são ignorados (Blackwell, 2000; Lozoff & Brittenham, 1979).


Uma comparação fisiológica da composição do leite materno leva a crer que os humanos foram feitos para carregarem seus bebês (Lozoff & Brittenham, 1979; McKenna et al., 1993). O leite materno em mamíferos que escondem ou deixam seus filhotes em ninhos e outros locais seguros entre as mamadas possui altos teores de proteína e gordura. O leite dos mamíferos que carregam seus filhotes ou daqueles onde a cria permanece ou hiberna com a mãe, possui teores de proteína e gordura mais baixos. O leite materno humano tem baixos teores de proteína e gordura identificando um ritmo de mamadas muito frequentes e abundante contato físico com a mãe como um padrão ótimo de cuidados maternos para humanos.

Quer você acredite que os humanos evoluíram ou fomos criados por Deus, fica evidente até no leite materno que as mães foram feitas para carregarem seus bebês com elas.

© 2001 Tami E. Breazeale"

25/10/2009

Ingrid Guimarães e a amamentação.


Depoimento no blog da atriz.

AMAMENTAR VALE A PENA


Sempre sonhei em ser mãe e poder amamentar. Fiz curso de amamentação com o pouco tempo que me restou de uma gravidez onde como todo mundo sabe trabalhei muito. Li muito e conversei com várias pessoas sobre amamentação.

Quando Clara nasceu tive total apoio do pediatra e das enfermeiras da Casa de Saúde São José para amamentar. Mesmo estando informada nos primeiros dias passei pelo que milhares de mães passam: meu seio empedrou, o bico rachou e minha filha começou a perder peso. Como mãe de primeira viagem fiquei bem nervosa com a possibilidade de não poder alimentar minha filha ou ter que dar mamadeira logo na primeira semana. A responsabilidade de você ser o alimento é enorme o que se mistura com culpa materna, o medo dos primeiros dias de maternidade e a dor que a gente sente nas massagens nos seios. Fora que amamentar tem muito a ver com o emocional e a nossa ansiedade passa pro bebê.

O pior é que não adianta nada alguém te dizer : “Não fica nervosa que o leite seca”, ‘Sua filha está sentindo tudo”. São frases que só fazem aumentar o nosso nervosismo. Sempre achei as campanhas de amamentação
lindas, essenciais e românticas. Mas a imagens das atrizes amamentando com uma cara de paz não condiziam com aquele momento caótico que eu estava vivendo. E dá lhe opiniões de todo mundo: “ Bota compressa quente”, “Bota compressa gelada”, “Faz massagem”, “ Vai pro chuveiro e passa um pente no
peito”, e por aí vai.

Orientada pelo meu pediatra procurei uma especialista em amamentação que foi até minha casa e não só me acalmou psicologicamente como me ensinou técnicas e massagem para desempedrar o peito, tirar um pouco do leite pra que ficasse mais fácil pro bebê mamar, e quando ela não conseguia dava um pouco no copinho que é como muitas vezes os bebês pré maturos se alimentam. Assim o bebê mata a fome inicial até que o peito volte ao normal. (coisa mais bonitinha o bebê tomando leite no copinho!). Depois de alguns encontros,
compressas e massagens diárias foram me acalmando. Entrando na internet descobri que muitas mães passam por isto e que com calma e informação tudo se resolve. Quando o peito empedra é normal o bico rachar porque o bebê acaba pegando mal no seu seio. Nada que uma boa pomada de lanolina (e às
vezes até o bico de silicone) não ajude a resolver. Mas que dói, dói, mas o seu bico se acostuma.

No auge do desespero achei que não conseguiria e acho que deve ser fácil desistir, afinal é um momento muito frágil da nossa vida e é insuportável ver o seu filho berrando de fome. Imagino que muitas mulheres passam por isto e talvez um relato como este sirva de incentivo. Acho que devemos falar sobre isto umas com as outras porque acho que a informação e o relato pessoal desglamouriza um pouco este mundo cor de rosa da maternidade e prepara as mulheres que por um motivo ou outro venham a ter dificuldades de
amamentar.

Resolvi falar sobre isto porque saiu na imprensa uma notícia dizendo que contratei uma ama de leite pra amamentar minha filha. Tenho o maior respeito (agora mais ainda) e admiração pelas amas de leite, mas insisti em amamentar no meu peito e não julgo quem desistiu ou não conseguiu. Não costumo desmentir notícias irresponsáveis de um certo tipo de imprensa, mas amamentar é coisa séria e eu sei que de certa maneira acabo sendo um exemplo pras outras mulheres.

Pretendo amamentar até quando der, vou voltar a trabalhar em dezembro e parar pra amamentar de três em 3 horas como venho fazendo. Vale a pena, e é um encontro inesquecível entre você e o bebê. Cheguei à conclusão que tudo que é realmente bom na vida é difícil, mas vale a pena.

Amamentar pra mim não foi tão fácil como eu imaginava, mas eu insisti e hoje amamento oito vezes por dia e minha filhota já ganhou o peso que perdeu!!!!!

Amo amamentar, acho que são os melhores momentos do meu dia!
Aí vai o endereço de pessoas que orientam o aleitamento materno para quem quiser tirar dúvidas e ter mais informações:

Amigas do Peito:
Reuniões: na primeira sexta-feira de cada mês na Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo), às 10h; às 14h da última sexta-feira do mês no Solar Grand Jean Montigny na PUC-Rio (Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea); no terceiro sábado do mês na Biblioteca Infantil (Campo de São Bento, em Icaraí, Niterói), às 9h; e na Igreja dos Capuchinhos (Rua Haddock Lobo, 266, Tijuca) na segunda e na quarta terça-feira do mês, às 14h .

http://www.amigasdopeito.com.br/

Instituto Fernandes Figueira (IFF):

O hospital fica na Av. Rui Barbosa, 716, no Flamengo - telefone (21) 2553-6730. O Banco de Leite possui um telefone para ligações gratuitas: SOS Amamentação 0800-268877.

Hospitais Amigos da Criança no Rio de Janeiro:
Maternidade Leila Diniz (Estrada de Curicica, 2000 - Jacarepaguá - tel.: 21 2445-2264);

Hospital Maternidade Praça XV (Praça XV de Novembro, 4, fundos - Centro - tel.: 21 2507-6001);

Hospital Pedro Ernesto (Av. 28 de Setembro, 87 - Vila Isabel - tel.: 21 2587-6100);

Hospital Maternidade Nova Friburgo (Av. Antonio F. Moreira, 12 - Centro, Nova Friburgo - tel.: 22 2522-9345);

Hospital Carmela Dutra (Rua Aquidabã, 1037 - Lins de Vasconcelos - tel.: 21 2269-5446);

Hospital Central do Exército (R. Francisco Manuel, 126 – Triagem);

Associação Pró-Matre Rio (Av. Venezuela, 153 – Caju, tel.: 21 2223-1225).

Agora tenho que correr pra amamentar!
Beijos com cheiro de leite
Ingrid
http://bloglog.globo.com/ingridguimaraes/

20/10/2009

Estudo desmente que crianças amamentadas são mais inteligentes.



A idéia de que as crianças que foram amamentadas são mais inteligentes é um mito, segundo um estudo publicado no último número da revista médica "British Medical Journal".


Análises prévias sugeriam que alimentar os bebês com leite materno aumentava o coeficiente intelectual das crianças, mas os especialistas afirmam agora que este fato não tem influência.

Apesar de amamentar trazer muitos benefícios aos recém-nascidos, a inteligência não é um deles, segundo médicos do Conselho de Pesquisa Médica (MRC, em inglês) e a Universidade de Edimburgo (Escócia), que publicam seu estudo na revista.

No entanto, a pesquisa chegou à conclusão de que as mães que amamentam tendem a ser mais inteligentes, mais qualificadas e oferecem um meio ambiente estimulante para os pequenos.

Os especialistas analisaram dados de 5.475 crianças e 3.161 mães nos EUA desde 1979, e observaram vários fatores, como o ambiente familiar, as características da mãe e se os menores foram amamentados.

E a conclusão foi que "amamentar tem pouco ou nenhum efeito na inteligência das crianças", cita a revista.

"Enquanto amamentar traz muitas vantagens para a criança e a mãe, é pouco provável que entre elas esteja aumentar a inteligência da criança", acrescentou a equipe, liderada pela especialista Geoff Der, da Unidade de Ciências Sociais e Saúde Pública do MRC.

Isso - disse o especialista - foi motivo de debate desde que foi encontrado pela primeira vez um vínculo entre leite materno e inteligência, em 1929.

"Crianças que foram amamentadas costumam tirar pontuação alta nos testes de inteligência, mas também costumam vir de meio ambiente mais favorecido", acrescentou.

"Analisamos dados de mais de 5.000 crianças e 3.000 mães nos EUA e descobrimos que as mães que amamentaram tendiam a ser mais inteligentes", disse Der.

"Quando esse fator era levado em conta - disse -, grande parte do vínculo entre leite materno e inteligência da criança desaparecia".

Os pesquisadores também observaram famílias nas quais uma criança recebeu leite materno e o outro foi alimentado com mamadeira.

"Comparar desta maneira as duas (crianças) de uma mesma família é uma boa forma" de obter resultados, ressaltou Der.

Isso confirma o resultado, segundo o especialista, de que a criança amamentada não é mais inteligente.

Fonte: desconhecida.

15/10/2009

Relação com Trabalho dificulta a amamentação.


Amamentar e trabalhar são dois verbos difíceis de conciliar no dia-a-dia das mulheres. Quando é preciso escolher, elas acabam abrindo mão de uma amamentação mais plena ou prolongada. Em seu mestrado pela
Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, a publicitária Ivany Yara de Medeiros pesquisou o papel do trabalho da mulher na sua decisão de amamentar ou não. Os depoimentos foram coletados por meio de entrevistas, não apenas em busca de dados quantitativos, mas também do sentido que eles carregam.

"Essa é uma situação geral, não ocorre apenas com mulheres de maior renda. A diferença é que as de menor renda sentem menos culpa, pois existe o fator da sobrevivência", conta a pesquisadora. "Mas, ficou bastante claro que, para ambos os grupos, o trabalho é visto muito além da questão financeira." Foram entrevistadas 54 mulheres que exercem atividade remunerada e têm filhos de 4 meses a 2 anos de idade - período que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação.

As mães foram divididas entre menor renda (até 10 salários mínimos) e maior renda, e em quatro categorias profissionais: liberais e autônomas, executivas, funcionárias semi-especializadas (como secretárias, professoras primárias) e funcionárias não graduadas (como manicures, faxineiras). A divisão foi feita "para perceber se haveria diferença entre esses grupos quanto à relação trabalho-amamentação", explica Ivany.

Quanto à amamentação, as entrevistadas se mostraram favoráveis a sua prática, importante para a saúde do bebê. Mas, no momento em que a mulher é confrontada com a combinação trabalho/amamentação, a maior
parte dos discursos que surgem relatam sua impossibilidade: tanto mulheres de alta como de baixa renda consideram mais complicado amamentar por causa dos horários das mamadas e da distância do serviço. "Esta constatação não pode ser ignorada e deve ser melhor investigada, pois não se trata unicamente de conseguir direitos, mas da mulher se dispor, ou ter condições, de usufruir deles."

O estudo também analisou, de acordo com o nível profissional das mulheres, o tempo que transcorre entre o parto e o retorno ao trabalho, e verificou a importância dada à profissão por mulheres que detém cargos e salários mais altos, que voltam a trabalhar, em média, 3,5 meses após o parto. "A relação dessas mulheres com a vida profissional é mais complexa, pois elas investiram mais em sua formação e, em princípio, não pretendem abrir mão do que já conquistaram", afirma a pesquisadora.

No caso das semi-graduadas, "que têm maior proteção legal e mais cobertura das empresas para gozar a licença-maternidade e até estender esse período com férias", retornam após 5,4 meses. Já as não graduadas
(trabalhadoras mais simples) retornam após 4,4 meses, em média. "A surpresa é que aquelas que financeiramente teriam mais condições são as que voltam mais rápido ao trabalho. Isso comprova a dicotomia da mulher independente versus o lar", avalia a publicitária. "As trabalhadoras mais simples, mesmo tendo menos proteção e condições, ficam um mês a mais com a criança que as de maior renda e poder."

Diante do quadro exposto pela pesquisa, Ivany considera válido o empenho na obtenção do aumento da licença-maternidade e na criação de creches em local de trabalho, por exemplo. Porém, ela lembra que essas medidas não irão beneficiar todas as mulheres, principalmente as de alta renda - aquelas que voltam ao trabalho mais cedo.

"Só quando a sociedade, o parceiro e a família, encararem a responsabilidade do cuidado com a criança como algo que não deve ser delegado unicamente à mãe, a mulher poderá se libertar, pelo menos
parcialmente, da sua dupla ou tripla jornada de trabalho e livrar-se da culpa", alerta.

(Agência USP de Notícias - Com informações da Assessoria de Comunicação Institucional da FSP)

10/10/2009

Bebês amamentados em países pobres triplicam chance de sobreviver.


As crianças que nascem nos países em desenvolvimento e são alimentadas com leite materno têm três vezes mais probabilidades de sobreviver à infância que as que não são amamentadas, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
"As taxas de lactação materna aumentam no mundo em desenvolvimento, mas 63% dos menores de seis meses ainda não são amamentadas corretamente", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, num comunicado de imprensa. Ela acrescentou que "o resultado é que milhões de meninos e meninas começam sua vida em situação desvantajosa".

Para reverter a tendência, o Unicef, junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), promove a Semana Mundial da Lactação Materna. A ocasião, segundo Veneman, "é uma grande oportunidade para criar consciência sobre a importância de uma prática simples que, no entanto, salva vidas infantis". A campanha de informação promove a alimentação exclusiva com leite materno durante os primeiros seis meses de vida, um costume que, segundo o Unicef, deve continuar até os dois anos de idade ou mais, embora a partir dos seis meses seja aconselhável acrescentar uma alimentação complementar adequada.

O leite materno traz importantes benefícios para a saúde dos bebês, ressalta a organização. O alimento "proporciona nutrientes essenciais, protege contra doenças mortais como a pneumonia e favorece o crescimento e desenvolvimento", diz o comunicado.

"A alimentação com leite materno e a boa nutrição na infância são cruciais para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU", principalmente no que se refere à redução da mortalidade infantil. A meta é reduzir em dois terços a taxa de mortalidade entre os menores de cinco anos até 2015, diz o Unicef.

Segundo dados da organização internacional, a taxa de mortalidade infantil entre os menores de cinco anos nos países em desenvolvimento em 2003 era 12,5 vezes mais alta que nos desenvolvidos. Para combater o problema, o Unicef promove atividades para garantir que os bebês sejam alimentados corretamente em todos os países.

Na Gâmbia, uma campanha de divulgação mostra à população a importância de tanto a mãe quanto o recém-nascido se alimentarem adequadamente. Outra prioridade é apoiar a lactação materna em situações de emergência. Quando a água salubre é pouca e as crianças ficam expostas a doenças letais como a diarréia, amamentar é uma medida salvadora, recomenda o Unicef.

Na localidade indonésia de Jogyakarta, epicentro de um terremoto que atingiu a região, o Fundo criou um programa para que as mães mantenham a amamentação de seus filhos.

O Unicef também avisa que a aplicação do Código Internacional sobre Substitutos do Leite Materno, adotado por 60 países, é um dos principais instrumentos para proteger os interesses das mães que amamentam seus filhos contra as empresas que tentam promover seus produtos.

O Código, estabelecido em 1981 pela OMS e pelo Unicef, proíbe a publicidade "agressiva" dos substitutos do leite materno e das mamadeiras, entre outras medidas.

05/10/2009

Existe leite fraco?


Não!

O corpo da mulher armazena gordura durante a gestação para ajudar a produzir
leite durante o aleitamento materno. Ela produz leite usando em parte essas reservas
e em parte os alimentos que ingere.

A mãe teria de estar em estado de desnutrição grave para que sua produção de
leite apresentasse diminuição significativa. Se houver falta de alimentos, ela primeiro
usará suas reservas corporais para produzir leite. Seu leite poderá diminuir
em quantidade e apresentar um pouco menos de gordura e de algumas vitaminas
em comparação com o de uma mãe bem nutrida, mas continuará sendo de boa
qualidade.

Uma má alimentação (em termos qualitativos) e o ato de pular uma refeição não
reduzem a produção de leite. No entanto, se a mãe está sobrecarregada, não tem
tempo para comer e não tem comida suficiente ou não tem acesso a apoio social,
pode relatar cansaço e baixo suprimento de leite. Cuidados com a mãe e tempo
para amamentar o bebê freqüentemente ajudarão a garantir a produção adequada
de leite.

O aleitamento materno é importante para a segurança alimentar de toda a famí-
lia. Se os recursos forem limitados, é melhor dar comida para a mãe para que ela
possa cuidar do seu bebê do que dar alimentos artificiais para o bebê. Discuta
isso com a família.

Mães lactantes muitas vezes são estimuladas a beber grandes quantidades de lí-
quido. Beber mais do que exigido pela sede não aumenta a produção de leite e
pode até diminuí-la. A mãe deve beber o suficiente para aplacar a sede ou se notar
que sua urina está concentrada ou sendo produzida em pouca quantidade.

01/10/2009

Dia Nacional da Doação de Leite Humano



Instituída pelo Ministério da Saúde através da PORTARIA Nº 1.893, de 2 de outubro de 2003, Art. 1º, esta data representa para os Bancos de Leite do Brasil um momento especial em que são realizadas ações de sensibilização da sociedade para ressaltar a importância da doação de leite humano, bem como é uma iniciativa a mais para a proteção e promoção do aleitamento materno.

A primeira comemoração do Dia Nacional de Doação de Leite Humano foi realizada no ano de 2004. Desde então Ministério da Saúde produz e distribui material de divulgação. Este ano a atriz Samara Felippo, doadora do Banco de Leite do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), é a mãe doadora de leite humano a ilustrar os cartazes e folderes.
No Brasil alguns Bancos de Leite Humano desenvolvem projeto ou programa com o Corpo de Bombeiros Militar do seu estado, onde o Bombeiro Militar passa rotineiramente nas casas das doadoras para recolher o leite humano congelado.

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rede BLH-BR) é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a maior e mais complexa do mundo. No último ano os Bancos de Leite Humano foram responsáveis pela distribuição de 116.455 litros de leite humano, beneficiando mais de 161 mil bebês, a maior parte deles prematuros internados em unidades de terapia intensiva neonatal.
O Dia Nacional de Doação de Leite Humano tem proporcionado a disseminação do conhecimento sobre as atividades dos Bancos de Leite Humano com reflexos positivos na sensibilização de novas doadoras voluntárias.

Evidências científicas demonstram que o recém-nascido prematuro e/ou doente tem mais chances de recuperação e, consequentemente, de uma vida mais saudável se durante o período de privação da amamentação puder receber exclusivamente o leite humano ordenhado. Ações que estimulem a utilização de leite humano pelas crianças menores de 2 anos contribuem para reduzir a desnutrição, a morbidade e a mortalidade infantil, favorecendo o cumprimento das metas para o desenvolvimento do milênio, em especial a Meta 4 – reduzir em 2/3 a mortalidade infantil em crianças menores de 5 anos entre 1990 e 2015.

Adaptado de: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=378

30/09/2009

Desmame do Pedro.



Um dos primeiros registros do Pedro dormindo durante o dia, sem mamar.


O Pedro mamou exclusivamente até 5 meses e meio. A partir daí, como ele não ganhava peso desde o 3º mês, eu iniciei a introdução de novos alimentos na dieta dele. Mas fiz de forma tão gradual que levei 11 semanas pra introduzir tudo. Ele seguiu mamando até 2 anos e 2 meses, quando foi definitivamente desmamado.

A minha primeira tentativa de desmamá-lo foi com 1 ano e 10 meses, por que eu estava cansada de amamentar, acho. De verdade, não sei mesmo o que me motivou. Acho que a hora de dormir de noite era uma novela e isso me cansou. Só que não deu certo.
Eu conversei com ele que não ia mais dar o mamá, que ele era grande e que podia dormir na minha cama, se quisesse. Não lembro bem, mas funcionou por dois ou três dias e depois ele começou a choramingar por qualquer coisa, nas mais variadas horas do dia, pedindo peito. Eu cedi.

Quatro meses depois, tentei de novo. Só que desta vez eu estava muito mais tranquila com a minha decisão e ele aceitou muito bem. Nosso combinado era que ele dormiria na minha cama, abraçadinho comigo. Nos primeiros dias ele pediu água (meio copo, talvez) e depois disso nunca mais precisou de alguma coisa pra pegar no sono.

O que eu confirmei com a minha experiência de desmame do Pedro é que a mãe precisa estar muito segura do que pretende fazer. Por que é muito fácil ceder ao pedido deles quando a gente tem dúvidas de estar fazendo a coisa certa. Mesmo assim, 6 meses depois eu já sentia falta de amamentar. E só fui repetir a experiência quase 2 anos e meio depois.... rs

25/09/2009

Amamentar pode 'diminuir dor em bebês'.


Amamentar os bebês pode ser o analgésico mais eficiente para recém-nascidos, segundo um estudo do hospital canadense Mount Sinai, que analisou várias pesquisas sobre o assunto.

O estudo concluiu que amamentar no peito os recém-nascidos ajuda a aliviar a dor da agulhada dada no teste do pézinho, por exemplo, usado para examinar o sangue dos bebês.

Os bebês amamentados no peito também parecem sentir menos dor do que os que eram embalados, receberam uma chupeta, ou um placebo. O conforto proveniente da presença da mãe pode ser a chave do efeito. O estudo se baseou em dados relativos a mil bebês.

Os pesquisadores afirmam ainda que a amamentação pode ajudar a diminuir a dor de bebês prematuros que passam por várias intervenções quando em cuidado intensivo. Mas eles ressaltam que o estudo não testou o impacto da amamentação sobre a dor associada à repetição de procedimentos.

A equipe do Hospital Mount Sinai avaliou a dor medindo mudanças nos batimentos cardíacos e no ritmo da respiração, e também a duração do choro de um bebê depois da agulhada do teste do pézinho.

Conforto.

Os pesquisadores afirmam que a chave para o efeito da amamentação pode ser, simplesmente, o conforto do bebê por estar tão próximo da mãe.
Outra opção é que a amamentação distrairia os bebês na hora da dor.
Os pesquisadores ainda sugerem que a doçura do leite materno pode ser um dos fatores, e uma outra teoria é que o leite poderia conter uma alta concentração de químicos que poderiam detonar a produção de endorfinas - analgésicos naturais.

Segundo o estudo, dar uma solução com açúcar para os bebês também pareceu ser eficiente. Mas o pesquisador Prakeshkumar Shah disse que "com base neste estudo, concluímos que quando um recém-nascido passa por um procedimento doloroso, o aleitamento materno é superior a qualquer tratamento,
placebo ou a apenas embalar o bebê, para aliviar a dor".

"Como é o método mais barato, seguro e vantajoso sob outras perspectivas, deveria ser oferecido a todos os recém-nascidos para aliviar a dor de procedimentos médicos sempre que possível."

fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/07/060719_bebeamamentacaodor_ba.shtml

*Nota da Pati Merlin*
Meus filhos nunca passaram por procedimentos invasivos, fora o teste do pézinho. O Pedro não estava mamando quando foi 'espetado', eu nem sabia que o peito podia ajudar nesta hora e ele chorou um pouquinho.
Já a Luiza fez o exame do pézinho na secretaria de saúde e por incrível que pareça a mulher parecia não ter muita experiência com a retirada do sangue no calcanhar e a menina começou a chorar já enquanto a mulher espremia a perna dela. Então eu lembrei desse estudo e coloquei ela pra mamar. Na hora da 'espetada', a Luiza deu um suspirinho, mas não largou o peito, nem chorou.
Não deve ser coincidência...

23/09/2009

Copo ao invés de mamadeira.


O uso da mamadeira é pior método de alimentação de lactentes não só por razões de riscos, mas também por gerar distorções no funcionamento da musculatura do rosto da criança e provocar possíveis alterações ortodônticas.

Essa é uma conclusão de pesquisa realizada pela fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes e que foi objeto de sua tese de doutorado no Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu.

A investigação revelou que, na impossibilidade do aleitamento materno, a melhor solução para fornecimento de alimento ao lactente é a utilização do copo. O recomendável – diz a pesquisadora – é sempre o aleitamento exclusivo no peito por 6 meses, continuado até 2 anos ou mais, com o uso do copo sempre que necessário, ou seja, quando a mãe estiver trabalhando ou quando se ausentar por período superior ao da alimentação da criança. Aos seis meses – acrescenta Cristiane - a criança já pode utilizar o copo para ingerir água e sucos, não necessitando, em nenhum circunstância, do uso da mamadeira.

Segundo a fonoaudióloga, o seu trabalho revelou que, além dos benefícios já conhecidos e divulgados mundialmente, tornam-se claras as vantagens do aleitamento materno para o crescimento das estruturas e desenvolvimento das funções do Sistema Estomatognático e que favorecem o crescimento facial, a criação de espaços adequados para a erupção dentária, a respiração nasal, a deglutição adequada e a preparação para as funções de mastigação e fala.

Nesse quadro– diz a pesquisadora – as relações dos métodos de aleitamento com a fonoaudiologia tornam-se óbvias: todo o trabalho realizado naquela fase da vida da criança atua como fator de prevenção a diversos agravos: alterações musculares, dificuldades de fala no que se refere a embaraços na articulação de sons por diminuição do tônus muscular, deglutição atípica, Síndrome do Respirador Bucal e suas conseqüências na aprendizagem, otites de repetição que podem provocar perda auditiva irreversível, e alterações ortodônticas com repercussões na mastigação, fonação, vedamento labial e outras.

As funções musculares.

Na realidade, cerca de vinte músculos atuam durante a ordenha do leite materno. Entretanto, está comprovado, por meio de diversas pesquisas, que os músculos masseter, temporal, digástrico, supra e infra-hióides, pterigoideos laterais e mediais são os mais ativos, exatamente porque são responsáveis pela movimentação da mandíbula (abaixamento, protrusão, elevação e retrusão) estimulando o crescimento facial de maneira adequada. Outros músculos, como é o caso do bucinador atuam, também, porém de forma menos intensa, ao contrário do que ocorre no aleitamento por mamadeira.

No uso da mamadeira, então, e ao contrário do que seria esperado, os masseteres e temporais apresentam atividade diminuída e os bucinadores revelam ações mais intensas. Isso porque o lactente alimentado por mamadeira realiza sucção por pressão negativa, ao contrário do aleitamento materno no qual ocorre a ordenha por pressão positiva em maior escala e, apenas, alguma pressão negativa. Por esse motivo, o lactente, na mamadeira, pode desenvolver basicamente dois tipos de sucção: a sucção que favorece o aumento da atividade dos bucinadores, gerando uma pressão sobre os maxilares e resultando em alterações ortodônticas e palatinas, com possíveis conseqüências respiratórias. Por outro lado, o outro tipo de sucção favorece a atividade aumentada da língua. Por isso algumas crianças que sugam mamadeira apresentam alterações ortodônticas e outras não.

Os riscos e o uso do copo.

A cultura popular dita que a alimentação por copo é mais difícil, favorece mais chances de engasgos e as mães referem medo de oferecer leite por copo. Na realidade, vários autores já demonstraram que o uso da mamadeira é mais arriscado ao bebê por alguns motivos: aumento do furo do bico para que o leite apresente uma saída mais rápida, bem como o fato de muitos bebês mamarem deitados e com as mamadeiras escoradas. O aumento do furo da mamadeira impede que o bebê controle o fluxo de leite e possa parar para descansar ou respirar. As mamadas deitadas são muito perigosas, pois os engasgos e aspirações são mais fáceis de ocorrer, bem como a entrada de leite pela Tuba Auditiva das crianças (que é mais horizontalizada que no adulto), promovendo otites de repetição.

A forma mais segura de alimentar o bebê é o aleitamento materno e o uso do copo como método alternativo e temporário, pois para oferecer leite por copo, o adulto deve estar presente e prestar atenção na alimentação do lactente. Alguns autores já descreveram a técnica para que o bebê possa ingerir o leite e realizar pausas para respirar sem que haja volume de leite sendo derramado em sua cavidade oral. A adoção da técnica correta e a paciência são essenciais para o sucesso desse tipo de alimentação.

Aleitamento materno ainda é pequeno.

Existem dados de pesquisas de prevalência e incidência de aleitamento materno, e sabe-se que ele, apesar de ter aumentado nos últimos anos, ainda é muito baixo (60% no índice de aleitamento materno até seis meses, porém não de forma exclusiva e 13% em aleitamento materno exclusivo até o sexto mês - Brasil, 2002). O que se apurou, ainda, em pesquisas é que o uso de chupeta e mamadeira durante o aleitamento materno promovem o desmame precoce, ou seja, o lactente tende a rejeitar o seio materno ao iniciar a sucção de tais bicos, pois a movimentação muscular muda completamente e os bebês acabam preferindo a mamadeira pela facilidade.

No caso do copo, não há pesquisas com uso de métodos objetivos, pois seu uso é relativamente recente e geralmente utilizado apenas nos hospitais que recebem do Ministério da Saúde, o Certificado de Amigos da Criança, pois nesses hospitais é proibido o uso de chupetas e mamadeiras. Acredito que muitas pesquisas possam ser desenvolvidas nessa área.

A pesquisa.

A investigação realizada pela fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes é inédita no que se refere, principalmente, à análise da participação muscular no aleitamento por copo. Ela teve como orientadora, a professora Ercília Maria Caroni Trezza, docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu. O estudo teve a participação de 60 lactentes, nascidos a termo e sem intercorrências, entre dois e três meses de idade, e que foram divididos em três grupos: 20 com aleitamento materno exclusivo; 20 com aleitamento misto e uso da mamadeira; e 20 com aleitamento exclusivo com uso de copo.

Fonte: Jornal Entrelinhas de Botucatu

21/09/2009

Até quando amamentar?


Esta é uma questão que angustia muitas mães, pais, profissionais de saúde; causa de polêmica pelos aspectos fisiológicos, culturais, psicológicos, sexuais, comerciais envolvidos...

Atualmente estamos recuperando a cultura da Alimentação ao Seio e respaldados por estudos científicos recomendamos que o aleitamento materno se dê de forma exclusiva até os 4-6 meses, de acordo com o
crescimento e desenvolvimento do bebê e as condições de vida e trabalho da mulher. Preconizamos que nenhum outro leite seja introduzido, e que o bebê "vá do peito para os alimentos da família" ; ou seja as mamadas ao seio continuam pelo menos no café-da-manhã e à noite (ceia e de madrugada).

O ideal que esta "dieta" se prolongue durante o segundo ano de vida, por possibilitar uma proteção imunológica inigualável e uma fonte riquíssima de proteínas de alto valor biológico, de vitaminas – principalmente A e C, de energia (calorias) que lhe permitirá um crescimento ótimo, mesmo com uma frequência grande de infecções respiratórias agudas, diarreias e viroses tão comuns neste período...

"Todos os lactentes deveriam ser alimentados exclusivamente ao peito desde o nascimento até os 4-6 meses de idade. Posteriormente as crianças deveriam seguir sendo amamentadas, recebendo ao mesmo tempo
alimentos complementares apropriados e em quantidades suficientes, até os 2 anos ou mais."
OMS/UNICEF – Declaração de Innocenti – 1 de agosto de 1990.

O desmame é um processo que se inicia quando além do Leite Materno um outro alimento é dado, e se completa quando se cessa totalmente a alimentação ao seio. É um momento de "crise" familiar, no sentido de
que significa uma nova forma de relacionamento entre mãe e bebê – muitas vezes ela tem dificuldade de dar outros alimentos (porque é uma nova habilidade que precisa ser aprendida) e ele necessita se alimentar de uma nova forma, aprendendo a receber pela colher alimentos pastosos, mastigar e deglutir, e entender que apesar do "não seio", não está sendo rejeitado por sua mãe.

A amamentação significa alimento, carinho e comunicação, e o desmame é um fase de aprendizagem mútua para chegar a estas 3 coisas sem o peito.
Carlos Beccar Varela

Na nossa sociedade, atualmente ainda é mal visto os bebês maiores de um ano estarem mamando no peito. A pressão social do marido, das avós, das amigas e às vezes até do pediatra deixam a mãe insegura.

Acusam-na de que o bebê irá se atrasar em seu desenvolvimento e que se tornará um "materno-deependente"... Esta mensagem além de geradora de culpa é uma falácia: os bebês amamentados no segundo ano de vida, com a introdução correta e oportuna dos alimentos complementares são mais maduros e independentes que os demais. Com o desenvolvimento da criança, a necessidade de maternagem não diminui tanto, somente se transforma.

Evite o desmame abrupto ele é extremamente traumático para toda a família e isto ainda é comum: algumas mães deixam de dar o peito de uma hora para outra, com soluções drásticas como dormir fora, ou aplicar produtos desagradáveis nos seios. Quando perde o peito de repente, o bebe se sente desolado, sofrendo uma perda, e a mulher, se não ordenha os seus seios com regularidade nesta fase pode ocorrer obstruções, ingurgitamento que podem se complicar evoluindo para uma mastite.

O desmame deve ser natural, consensual, acordado entre mãe-bebê-pai, isto é, haverá um tempo e um ritmo próprio, um período da vida da mãe e do bebê em que ambos aprendem a dar e receber comida, conchego e se comunicarem de uma maneira nova, que não com os seios. Evite iniciar este processo em um momento de vida conturbado, ou seja, ao inicia-lo na pré-escola, quando você volta ao trabalho, separação dos pais, no caso dele ou algum familiar estiver enfermo... ou qualquer situação de grande mudança...

No segundo ano de vida a criança necessita de outros estímulos: brincar, cantar, dançar... adquire destrezas motoras, e começa o linguajar – que é uma poderosa ferramenta de comunicação afetiva. Quando uma criança está em um ambiente seguro, rico em estímulos, recebe carinho e atenção também do pai, ele está mais apto ao desmame total com facilidade.

Caso a criança não dá sinais de querer desmamar-se e o casal decide que "a hora é esta", tente aplicar alguns conselhos que adaptamos da La Leche League International:

DICAS PARA AJUDAR A MÃE QUE DESEJA O DESMAME TOTAL

1. Não recuse dar o peito, mas também não o ofereça. Esta técnica permite uma redução gradual no número de mamadas, sem forçar e sem magoar ambos. Pode não ser suficiente, e aí você tem que adotar novos passos.

2. Entre em um acordo com o seu filho sobre onde e quando pode amamentá-lo. Por exemplo: limite as mamadas a lugares privados de sua casa ou na casa de amigos.

3. Procure diminuir a duração de cada mamada. Depois de uma mamada curta, dê a seu filho um brinquedo interessante ou sugira alguma atividade que ele particularmente goste.

4. Distraia seu filho antes do momento acostumado de mamadas pouco importantes. Isto traz inovação e requer ajuda do pai ou de algum outro familiar. Os pais podem apresentar distrações muito interessantes. As mamadas mais importantes, como a de antes de dormir, são as últimas a serem deixadas.

5. Comece a evitar os lugares favoritos do bebê, tradicionais de amamentá-lo.

6. Reforce e premie (sem fazer chantagem) cada não mamada. Um alimento favorito, um passeio na praça, uns abraços extras ou agradecer-lhe todo o seu carinho, reforça a amamentação e acelera o processo de desmame total.

7. Diga claramente a ele que você não quer dar mais o peito, que ele já é um menino crescido, quase um homenzinho e não fica bem mamar no peito, porque isto é coisa de bebês. Esclareça que você continuará
amando-o muito e dando atenção e carinho a ele – eles entendem bem. Pergunte a ele, o que ele acha disso.

Referências:
Varela, C B – "Lactancia feliz – como prepararse para amamantar a su hijo" Grupo Editorial Planeta, Buenos Aires, 1995.
Varela, CB – "Destete" in Lactancia Materna – guia profesional, Buenos Aires, Doyma Editorial, 1993
Froelich, E – "Algumas ideas sobre el destete" Riordan, J – "Weaning" in A practical guide to Breastfeeding. St. Louis, The C.V. Mosby Company, 1983.
Mohrbacher, N & Stock, J. – "Weaning" in Breatfeeding Answer Book. Franklin Park, Illinois, La Leche League International, 1991.

Autor: Prof. Marcus Renato de Carvalho

18/09/2009

Vamos slingar?

Mais informações em http://www.babywearingbrasil.com.br/.

17/09/2009

Fórmulas Infantis de leite em pó representam risco para a saúde dos bebês.



Adaptação de reportagem publicada pela FSP.

Os leites infantis modificados, também ditos "substitutos" do Leite Materno possuem desvios em relação à composição prometida em seus rótulos. Essa foi a conclusão de um teste com 16 marcas de leites para uso de lactentes realizado pelo IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor em conjunto com o Instituto Fernandes Filgueira da Fundação Oswaldo Cruz - IFF/FioCruz, do Rio de Janeiro.

O teste não acusou a presença de bactérias, bolores e resíduos de pesticidas em nenhuma das fórmulas analisadas. Já em relação a sua composição, foram registradas alguns problemas.

RÓTULO

A análise do rótulo apontou que os valores de sódio e proteínas indicadas no "Nestogeno 2" (Nestlé) ultrapassam os limites fixados pelo Codex Alimentarius da FAO/OMS (Norma internacional que especifica a composição de leites para uso até 1 ano de idade) em 1% e 3 %, respectivamente.

Na verdade, esses valores respeitam uma outra norma do Codex, para leites de seguimento ("follow-up milks"), produtos com quantidades um pouco maiores de ferro que os outros leites, que devem ser usados a partir dos 6 meses de idade. O rótulo do "Nestogeno 2", porém, indica o produto para bebês com idades a partir de 5 meses.

PROBLEMAS NA COMPOSIÇÃO

Nos testes laboratoriais, também foram encontradas várias disparidades com relação ao que era declarado na embalagem. Em todos os produtos analisados, verificou-se uma diferença superior a 10% - para mais ou para menos - em um ou mais nutrientes, em relação à informação indicada no rótulo.

O "Nursoy" (Wyeth-Whitehall) foi o que menos apresentou desvios em sua composição, excedendo as normas apenas na quantidade de ferro. No "Nan 1" (Nestlé), foi encontrado 81% a mais de vitamina A e 21% a menos de cálcio do que declarava o rótulo, superando em 7% e 1% respectivamente, os limites estabelecidos pelo CODEX. No "Alfaré" (Nestlé), foi acusado 2% de sódio acima dos limites da norma. Também no "Nestogeno 2" (Nestlé), as taxas de proteína estavam 6% acima do limite.

De acordo com Lynn Silver, que coordenou a pesquisa pelo IFF/FioCruz, "há sinais de descuido no controle de qualidade; isso nos preocupa, porque, se não houver melhor fiscalização, poderá ocorrer desvios maiores no futuro".

PROPAGANDA ENGANOSA

Muitos fabricantes vendem suas fórmulas para os pediatras como sendo indicadas para vários sintomas, como diarréia, rinites, otites e cólicas.

Estes leites não podem indicar condições de saúde ou doença para as quais o produto possa ser utilizado, segundo a "Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes" no seu artigo 12º. Por exemplo, a diarréia pode levar a desidratação, e deve - se imediatamente usar o soro de reidratação oral, e não mudar o leite ou iniciar um leite especial.

ANÁLISES DOS LEITES EM PÓ PARA LACTENTES

Público, Marca, Conteúdo, Avaliação/Comentários.


Bebês sadios
Nan 1
Leite de vaca modificado 81% a mais de vitamina A e 21% a menos de cálcio que declarava no rótulo.

Nestogeno 1
Leite de vaca modificado Grande concentração de dextrino-maltose sacarose - que torna o produto mais doce, podendo desviar o bebê do seio materno.

Pelargon
Leite de vaca modificado Rótulo em desacordo com a legislação.

Prematuros e RN de baixo pêso

Enfalac-Prematuro
Leite de vaca modificado Rótulo não cumpre legislação.

Pre Nan
Leite de vaca modificado. Dá indicações de preparo para o bebê até 5kg, faixa de peso em que o uso não é indicado.

Bebês mais velhos

Nan 2*
Leite de vaca modificado Rótulo em desacordo com a legislação.

Nestogeno 2**
Leite de vaca modificado. Taxas de proteínas 6% acima do limite estabelecido pelo CODEX; 101% a mais de umidade do que declara o rótulo.

Nestogeno Soy ***
Mistura de soja com leite modificado com lactose. Nome leva a crer que produto é de soja, mas trata-se de mistura com leite de vaca, não sendo apropriada para lactentes com alergia a proteínas de leite de vaca ou intolerância a lactose.

Intolerâncias, alergia ou diarréia

Alsoy
Soja modificada. Material para pediatras o indica sem justificativa para casos de diarréia aguda.

Isomil
Soja modificada Idem.

Nursoy
Soja modificada Idem.

Prosobee
Soja modificada Idem.

Sobee
Soja modificada Idem.

AL 110
Leite de vaca modificado sem lactose Idem.

Alfaré
Leite de vaca modificado, semi-elementar, proteínas hidrolisadas, sem lactose. Foi encontrado 2% de sódio acima do limite estabelecido pelo CODEX. Material promocional para médicos indica o produto sem justificativa para diarréia aguda.

NAN H.A.
Leite de vaca modificado, hidrolisado parcialmente, com lactose. Nome pode enganar o consumidor. A abreviação HA (de Hipo Alergênico) só vale para casos de intolerância às proteínas do leite e não à lactose, o que é mais comum.
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* a partir dos 5 meses; ** a partir dos 5 meses; *** a partir dos 3 meses.

Fonte: IDEC

28/08/2009

Seu bebê chora muito e você acha que é fome?


Nas nações industrializadas ocidentais, os pais deduzem que o choro do bebê está primeiramente e essencialmente ligado à fome. De fato, algumas mulheres nessas culturas freqüentemente interrompem a amamentação e passam a dar leite artificial ao bebê porque acreditam que o choro excessivo significa que o bebê não está recebendo nutrição suficiente através do seio.

Pesquisadores sabem que o choro no início da vida tem uma amplo espectro de funções. Pode ser controlado por vários métodos e comida não é sempre a solução.

Nos anos 60, numa era em que pais americanos eram instruídos a deixarem seus bebês chorando, Wolff fez uma série de experimentos para descobrir o porquê de esses bebezinhos serem tão infelizes. Ele tentou dar uma chupeta para determinar se gratificação oral, sem nutrição, acalmaria um bebê aos berros. Funcionou.
Ele depois testou uma série de bebês com fraldas molhadas. Ele punha fraldas secas em metade deles e molhadas na outra metade. Ambos os grupos eram acalmados e não pareciam ligar se a fralda estava molhada ou não. Wolff concluiu que os bebês simplesmente apreciavam o estímulo e a sensação física de estarem sendo trocados.
Ele questionou a idéia de que os bebês choravam de frio. Testou e viu que os bebês colocados em berços frios choravam mais freqüentemente, indicando que o calor pode reduzir o choro.

Por fim, Wolff tentou a resposta clássica dos pais ao choro do bebê. Usou um grupo de bebês chorosos que haviam sido alimentados artificialmente através de sondas no abdome (por razões médicas) e alimentou-se até que estivessem com o estômago cheio. Esperou para ver se isso os acalmaria. Surpreendentemente, o estômago cheio não acalmou o choro dos bebês. Wolff descobriu também que simplesmente pegá-los no colo funcionava perfeitamente como uma forma de parar o choro, ainda que eles estivessem com fome e esperando a hora de serem alimentados.
De forma geral, ele conclui, pegar um bebê no colo, oferecer a oportunidade de sugar ou alimentar o bebê (não pelo valor nutricional, mas pela chance de contato) funcionava melhor para acalmar o choro.
Como a maioria dos pais intuitivamente sabe, o choro não é somente um sinal de fome. Mesmo em recém-nascidos, o choro comunica muito mais - a necessidade de toque parece ser especialmente importante; e claramente um bebê choroso está comunicando seu estado interno e pedindo alguma mudança."

Como Acalmar um Bebê Choroso.
"Uma vez que causas fisiológicas da cólica, como alergia ao leite ou obstrução intestinal são raras, os médicos muitas vezes sugerem mudanças comportamentais para ajudar os pais a lidarem com o choro excessivo do bebê. Os pediatras costumam sugerir alterar os horários das mamadas, embalar o bebê e mudar de posição. Eles sugerem distrair o bebê com sons ou imagens - passear de carro ou ligar uma música. E pesquisas mostram que algumas técnicas funcionam melhor que outras. Mais interessante é notar que alguns bebês acalmam-se mais facilmente que outros.

A prática mais recomendada é sugar, seja o seio, a mamadeira ou a chupeta. E mesmo assim pesquisas mostram que a gratificação oral ou o estômago cheio não são fatores decisivos. Uma série de estudos com macacos feitos por Harry Harlow mostrou que, tendo escolha, um bebê macaco infeliz escolhe o conforto de uma boneca coberta por tecido macio a uma boneca de metal que fornece leite e a chance de sugar. O que parece funcionar melhor é o contato humano. Peter Wolff, há muito tempo, demonstrou que pegar um bebê no colo funciona melhor que qualquer outra coisa para acalmar o choro.

Em outro estudo, os pesquisadores Bell e Ainsworth mostraram com uma amostra de 26 bebês que a resposta rápida e consistente da mãe ao choro está associada com uma diminuição na duração do choro do bebê.
Hunziker e Ronald Barr fizeram um teste com bebês que eram segurados no colo por tempos diferentes para ver se isso tinha ou não influência no tempo de choro. Eles recrutaram um grupo de pais e de bebês e pediram que metade carregasse o bebê no colo pelo menos por 3 horas por dia, fora o tempo das mamadas. Os outros foram orientados a não segurar os bebês por mais tempo do que o de costume. Quando os bebês tinham 12 semanas de vida, as mães trouxeram as informações que anotaram nos seus "diários de choro".
Os pesquisadores notaram que as mães-controle carregaram os bebês em média 2.7 horas por dia e as mães do teste que seguraram os filhos em média 4.4 horas por dia, um aumento de somente 1,7 horas diárias. Os diários de choro mostram que durante o período de pico de choro (8 semanas de vida), os bebês dos dois grupos choraram com a mesma freqüência, mas aqueles que ficaram no colo por mais tempo choraram 43% menos na duração de cada episódio de choro. A freqüência do choro era a mesma, mas a duração caiu quase pela metade.
Interessante notar que, quando o mesmo procedimento foi tentado com bebês já rotulados como tendo "cólica", não fucionou tão bem. Os bebês não choraram menos. Talvez ser segurado no colo por mais tempo tenha mais efeito quando ocorre desde o nascimento.

Embora o tipo de leite e o total de leite administrado não pareçam afetar dramaticamente o choro do bebê, o tempo da mamada e a forma como a mamada é feita parecem ser de extrema importância para contornar o choro.
Comparando membros da La Leche League, que consiste de mulheres devotadas à amamentação em demanda com um grupo de mães que seguem um esquema tradicional americano de amamentar por horários estabelecidos (com horas entre uma mamada e outra), Barr e seus colegas exploraram a possibilidade de que o tempo entre as mamadas pode ter um efeito no choro.
Observando os dois grupos em casa e através dos diários do choro (escritos pelas mães), Barr e Elias descobriram que os bebês mais quietos eram aqueles alimentados em curtos intervalos e cujas mães respondiam prontamente ao seu choro. Muito interessante é que efetiva é a combinação entre mamada e resposta e não somente mamada. Todos os bebês das mães que davam de mamar em intervalos curtos mas eram lentas ao responder ao choro choravam muito.

Em outras palavras, não é só a disponibilidade constante do leite que faz um bebê feliz, mas uma mãe que está engajada e responde prontamente ao chamado dele. O que os bebês mais precisam, ou o que parece diminuir seu choro, é um pacote de cuidados que coloque seu mundo em ordem. E alguns bebês parecem chorar mais alto que os outros quando seu mundo está fora de ordem."

O Choro do Bebê em Diversas Culturas.
"Há extensa evidência científica de que o estilo ocidental de cuidar do bebê repetidamente e, provavelmente de forma perigosa, provoca uma violação no sistema adaptativo chamado CHORO que evoluiu para ajudar os bebês a comunicarem-se com os adultos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas estão acostumadas a crianças chorando em público. É aceito e até esperado que bebês em algum ponto da vida vão chorar por longos períodos. Como resultado, muitos adultos em transportes públicos passam longe de pais com crianças pequenas, para ficarem distantes antes de a choradeira começar.

A situação é dramaticamente diferente em outras partes do mundo.
Até para um visitante esporádico, torna-se evidente que bebês fora da cultura ocidental raramente choram. Eu nunca vi um bebê na África ou em Bali chorando, durante as minhas muitas viagens a esses lugares. E esta observação é confirmada por pesquisas de pediatria relacionada à antropologia.

Num estudo comparando o total de choro entre bebês americanos, holandeses e da tribo !Kung San, Ronald Barr descobriu que os bebês nas 3 culturas choram com igual freqüência - ou seja, começam a choramingar o mesmo número de vezes por dia. Todos os bebês, independentemente da cultura, também produzem uma curva similar de choro (pico por volta dos 2 meses). Mas há uma dramática diferença na duração do choro nas diversas culturas. Bebês ocidentais berram por muito mais tempo em cada episódio de choro e o total de tempo gasto chorando a cada dia é maior tanto na Holanda quanto nos USA.

O pediatra Barry Brazelton descobriu que bebês da cultura Maya no México estão freqüentemente acordados mas calmos e não verificou períodos de choro intenso. Num estudo com 160 bebês coreanos, um outro pesquisador descobriu que nenhum bebê foi classificado como tendo cólica, não houve pico de choro aos 2 meses de vida e aparentemente não houve choro excessivo no final da tarde.
A amostra é intrigante porque os coreanos têm o mesmo nível sócio-econômico de outras nações desenvolvidas.Bebês coreanos de 1 mês de vida passam somente 2 horas por dia, ou 8,3% do seu tempo, sozinhos. Em contraste, bebês americanos passam 67,5% do seu tempo sozinhos. Além disso, bebês coreanos são carregados no colo quase duas vezes mais diariamente que os bebês americanos. E as mães coreanas sempre respondem imediatamente ao choro do bebê, enquanto mães americanas são tipicamente ignoram o choro do bebê por grande parte do tempo.
Em outro estudo, Bell e Ainsworth descobriram que mães americanas deliberadamente não respondem a 46% dos episódios de choro dos bebês durante os primeiros 3 meses de vida.
Deduz-se que o estilo de cuidar dos coreanos leva o mérito pelo menor tempo de choro e a inexistência de cólica.Os estudos mostram que, embora o choro por si só seja universal entre os bebês, a forma em que o choro se manisfesta não é inato, mas facilmente influenciado pelo meio.

A noção de que todos os bebês choram muito de noite é falsa.
A crença de que cólica é o final de um volume normal de choro, que é algo inevitável, também é errônea. O choro é altamente influenciado pelo ambiente imediatamente em volta do bebê. Por mais que seja difícil explicar a uma mãe americana insone e exausta, que está passando mais uma noite em claro embalando seu filho, o estilo de cuidar ocidental parece ser a raiz do desconforto do bebê. E a solução não está simplesmente na forma de embalar ou de alimentar a criança. Nem significa que uma mãe é melhor que a outra.

Novas pesquisas mostram que os bebês ocidentais tipicamente choram por mais tempo e até desenvolvem "cólica", porque o estilo de cuidar que é culturalmente aceito é contraditório com a biologia infantil. Quando um bebê chora inconsolavelmente por horas, quando seu corpinho se arqueia em frustração, quando seus punhos dão socos no ar de raiva, vemos o exemplo mais claro de contradição entre biologia e cultura. O bebê está respondendo a um ambiente que foi culturalmente alterado e para o qual ele não está biologicamente adaptado.

O bebê é biologicamente adaptado a demandar um apego físico constante e um cuidado para o qual o bebê humano evoluiu milhões de anos atrás. Mas em algumas culturas, como nos países industrializados da Europa e da América do Norte, pais optam por uma relação mais independente com seus bebês. Eles decidem colocar os bebês em berços e em bebês-conforto ao invés de carregá-los consigo o tempo todo, alimentá-los em intervalos pré-determinados ao invés de sob demanda e responder mais lentamente aos seus sinais de desconforto. Embora esse estilo traga alguma liberdade aos pais, também traz um custo: um bebê chorão que não está biologicamente adaptado à modificação cultural."

Extraído do livro Our Babies, Ourselves. Meredith F. Small.

06/08/2009

Tempo de amamentação dobra no Brasil



Média de aleitamento exclusivo subiu de 23,4 para 54,1 dias, mas continua longe dos 180 dias preconizados pela OMS

Pesquisa nacional considera dados de 118 mil bebês, a partir de entrevistas com mães feitas em 1999 e 2008; uso da chupeta caiu 15%

FERNANDA BASSETTE
DA REPORTAGEM LOCAL

O tempo médio de aleitamento materno exclusivo no Brasil passou de 23,4 dias para 54,1 dias em nove anos, aponta a 2ª Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras realizada pelo Ministério da Saúde e divulgada ontem durante a Semana Mundial de Amamentação.
O aleitamento não exclusivo também subiu, de 296 dias para 342 dias entre 1999 e 2008.
Apesar dos avanços, o país ainda está longe de atingir os indicadores adequados. A Organização Mundial da Saúde preconiza o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida (180 dias) e o aleitamento parcial até os dois anos (730 dias).
A pesquisa foi realizada com entrevistas a mães nas capitais e mais 239 municípios em outubro de 2008, durante a Campanha Nacional de Vacinação. Os resultados consideram dados de cerca de 118 mil bebês.
O levantamento também registrou uma redução de 15% no uso da chupeta em crianças com menos de um ano, passando de 57,7% para 42,6%.
Além disso, pela primeira vez a pesquisa avaliou o uso da mamadeira -adotada por 58,4% das crianças. A maior frequência foi no Sudeste (63,8%) e a menor, no Norte (50%).




Aleitamento e chupeta

A pesquisa comprovou a relação entre chupeta e tempo de amamentação. Estados com índices maiores de aleitamento têm uso menor do acessório.
O Ministério da Saúde desestimula o uso da chupeta e da mamadeira e recomenda a opção por copo após os seis meses para não interferir na sucção.
Macapá possui a maior duração do aleitamento parcial (601,36 dias). E é a capital com menor percentual de bebês usando chupeta: apenas 19,8%.
São Paulo tem o menor tempo médio de amamentação parcial (292,82 dias), e 51,2% dos bebês usam chupeta. Porto Alegre está logo atrás no quesito amamentação parcial (299,82 dias) e ocupa o topo do ranking do acessório (59,5%).
A pediatra Elsa Giugliani, coordenadora da área técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, comemora os resultados, mas reconhece que há muito a fazer para que o Brasil alcance o padrão estabelecido para a amamentação.
Segundo Giugliani, a OMS considera "bom" o indicador de um país que tenha ao menos 80% das crianças com menos de seis meses em amamentação exclusiva -o Brasil tem 41% dos bebês nessas condições.
Com relação ao uso da chupeta, Giugliani afirma que a redução é um avanço. "Nascem quase três milhões de bebês por ano. Quase 400 mil deixaram de usar a chupeta."
Para a pediatra, a estratégia do Ministério da Saúde para aumentar o tempo de amamentação é investir na implantação total da Rede Amamenta Brasil, criada no ano passado e que tem como objetivo capacitar profissionais para auxiliar as mães durante o aleitamento. "Faltava uma política de aleitamento nas unidades básicas de saúde, onde efetivamente as mães são acompanhadas."
Roseli Sarni, pediatra, nutróloga e presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Pediatria, considera os dados animadores, mesmo longe das metas.
"Todo dado positivo sobre aleitamento é recebido com bons olhos. O desafio é descobrir por que as mães deixam de amamentar tão cedo e conscientizá-las", diz.
A enfermeira Maria Fernanda Dornaus, coordenadora de enfermagem da Unidade Neonatal do hospital Albert Einstein, concorda que o apoio às mães nos primeiros dias de amamentação é fundamental para melhorar os índices.
"A mãe precisa saber que o leite materno é fundamental para o desenvolvimento e crescimento da criança e que ele tem fatores imunológicos que protegem o bebê. Ela também precisa aprender como é feita a pega e a sucção. E os profissionais de saúde têm essa função."


http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u604588.shtml

01/08/2009

Semana Mundial de Amamentação.


O tema da Semana Mundial de Amamentação deste ano é: Amamentação - Segurança Alimentar nas Emergências.

Um dos objetivos desta iniciativa é chamar a atenção para o papel vital da amamentação nas situações de emergências em qualquer parte do mundo, pois, normalmente, as crianças são as mais vulneráveis nas situações de emergência. A mortalidade pode ser de duas a 70 vezes maior do que a média habitual, devido a diarréias, doenças respiratórias e desnutrição.

A amamentação é uma estratégia que pode salvar vidas e, sua proteção é ainda maior para as crianças mais novas. Os bebês menores de dois meses não amamentados têm uma probabilidade seis vezes maior de morrer do que aqueles que mamam no peito materno.

Amamentar o bebê garante a proteção imunológica que a criança necessita logo que nasce, podendo evitar doenças como a poliomelite, o vírus Coxsakiedo gênero dos Enterovírus, a E. Coli Patogência, as Salmonelase as Shigellas.

A pergunta que precisar ser feita é: Será que estamos bem preparados para lidar com situações de emergência? É fundamental que no dia a dia sejam realizadas as ações de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno para fortalecer a capacidade da mãe em cuidar das crianças pequenas em situações de risco.

Desta forma, a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2009 também objetiva mobilizar as redes de apoio e propiciar a colaboração entre as pessoas capacitadas em aleitamento materno e aquelas designadas a dar respostas às situações de emergência.

24/07/2009

"Uma mulher não amamenta só"



Hoje me dei conta de um fato:
Meus seios foram usados para a função que foram criados durante seis anos.

Não ininterruptamente, porque esse período é a soma do tempo que amamentei meu filho mais velho (hoje com nove anos e meio) e o caçula (hoje com 3 anos e meio).

Dois anos e meio pra um, três anos e meio pro outro.

Sim, o pequeno AINDA mama. Mas por pouco tempo, porque estamos em processo de desmame.

Estamos (mais eu do que ele), mudando a nossa relação. Tirei todas as mamadas permitindo apenas a da manhã, quando ele acorda. E quando chega a esse ponto, estamos em processo de desmame.

Hoje pela manhã após o banho, estava passando hidratante nos meus seios e me dei conta que estruturas tão pequenas (tenho peitinhos) foram tão importantes na minha função de mãe, foram tão importantes para meus filhos, foram tão importantes para mim como mulher e contrariando todos os prognósticos de que eles se tornariam feios, flácidos, murchos e caídos eles ainda são belos e delicados.

E amamentar durante todo esse tempo, foi exercer um poder que eu não imaginava que teria (embora desejasse muito). Que é o poder de fabricar leite.

E não foi fácil. Como acredito que não seja fácil pra ninguém.

Das dificuldades na pega do primeiro filho, a demora para o leite “vir” passando por empedramentos, mastites, dias com produção baixa(ou bebê com apetite grande), noites amamentando bem amiúde, noites com o pequeno pendurado ao seio.

Da segunda vez, não tive nenhuma dificuldade na pega, mas peguei um faminto que feriu meus dois mamilos, engordou um quilo em quinze dias, passava a tarde INTEIRA mamando e aparentava não saciar nunca até o terceiro mês. Era um bebê tranqüilo e feliz, desde que o peito estivesse na sua boca. Foram tardes e tardes e tardes deitada com ele ao seio, de um para o outro. Comendo, bebendo, e indo ao banheiro com meu “piercing”(como apelidou o pai deles)colado ao seio.

Amamentar acompanhou meus dois filhos em muitas fases: Eles sentaram, andaram e falaram enquanto mamavam. Desfraldaram e tiveram toda sua dentição de leite enquanto mamavam (o mais velho desfraldou cedo). Passaram a comer enquanto mamavam. O caçula entrou na escola enquanto ainda mamava.

Mas eu só pude amamentar tanto e por tanto tempo, porque tive apoio, informação, paciência e perseverança.

Lembrando do discurso de mulheres não tiveram êxito pra amamentar reclamando PRESSÃO PRA AMAMENTAR. Percebi que nós que optamos por amamentar em livre demanda, exclusivo por seis meses e por um período prolongado, relatamos com freqüência a pressão pra NÃO AMAMENTAR.

Acredito que essas duas percepções estão corretas porque na verdade, a sociedade tanto cobra que a mulher amamente como que ela NÃO amamente.

Porque nos é vendido a imagem do bebê mamando doce e tranqüilamente ao seio de uma mãe bela descansada e sorridente.

Nos é posto que se deve amamentar mas não se deve perder noites de sono por muito tempo e esse muito tempo para alguns(pediatras, comadres, avós ) é de dois meses.

Que devemos amamentar mas temos que dar mamadeira também pra criança não ficar dependente da mãe.

Que devemos amamentar mas precisamos levantar às seis da manhã pra ir trabalhar e prover o sustento da família ou mantermo-nos no mercado e não perder oportunidades ou ficarmos desatualizadas.

Que devemos amamentar e nosso bebê deve ganhar x gramas por dia durante tantos meses.

Que devemos amamentar mas temos que permanecer sempre impecáveis na aparência, disposição e bom humor para não abalar o casamento.

Enfim, que devemos amamentar desde que isso não interfira muito no status quo da família e dos grupos que a mulher participa.

O apoio à amamentação muitas vezes é dado, apenas dizendo pra mulher que ela DEVE amamentar sem que se oriente, ajude, acolha e atenda às necessidades daquela mulher que passa por um momento (temporário) de maior dedicação à cria.

Momento esse que representa um curto espaço de tempo nos muitos anos de dedicação a criação de um filho.

Sim, amamentar pede dedicação. Sim, amamentar pede empenho.

Mas pede fundamentalmente apoio: Do companheiro, da família, dos profissionais de saúde, dos patrões enfim, da sociedade como um todo.



Socorro Moreira

30/06/2009

Como se faz o leite?

O controle da composição do leite - Dr. González
Não só a quantidade de leite produzida, como também sua composição, dependeda forma como o bebê mama. O bebê controla o peito para obter o tipo deleite que necessita em cada momento.

A quantidade de gordura no leite aumenta ao longo da mamada. Não é um aumento pequeno; está comprovado que a concentração de gordura ao final damamada pode ser cinco vezes maior que no princípio. Às vezes, fala-se em"leite do princípio" e "leite do final"; mas não é que existam dois tipos deleite, "plim", acabou o leite desnatado e agora sai leite com gordura. A quantidade de gordura (e, portanto, de calorias) vai aumentando gradualmente, como se mostra no esquema da figura 1. No princípio, o bebê mama poucas calorias em grande quantidade de leite; ao final, muitas calorias em pouco volume. Veja que nesse gráfico não aparece o tempo. O tempo depende da velocidade em que o bebê mama; pode ser que mame tudo quequer mamar em dois ou três minutos, ou pode precisar de mais de vinte.

Assim, quanto mais leite o bebê ingerir em uma determinada mamada, maior será a quantidade de gordura ingerida (é possível que haja um limite máximo, claro, mas esse limite nunca se alcança, porque como já dissemos, um bebê nunca esvazia o peito completamente). Quando solta o peito, essas últimas gotas que ainda caem têm uma concentração de gordura muito alta. Quando voltar a mamar, após algumas horas, as primeiras gotas de leite terão pouca gordura. Aquele último leite concentrado foi sendo diluído duranteesse intervalo com o novo leite, mais aguado, que foi produzido nesse período. Acredita-se que também aqui exista um autocontrole, e que, se o bebê deixa dentro do peito muita quantidade de gordura, esta inibe aprodução de mais lipídios e o leite produzido em seguida é mais aguado que o habitual.

Como se o bebê dissesse: "mamãe, não consigo terminar de comer esse macarrão, está muito gorduroso." e ela responde, "não se preocupe, nap róxima vez colocarei menos óleo".

Suponhamos que o bebê pegue e solte o peito, mas após cinco minutos, volte a mamar. Sairá leite com pouca gordura? Claro que não, não houve tempo para que o leite recém produzido tenha diluído o que ficou no peito no fim da mamada anterior. Sairá, desde o princípio, o mesmo leite "do final" que estava saindo há alguns instantes. A quantidade de lipídios do começo da mamada depende do nível que se alcançou na mamada anterior e do tempo transcorrido desde então.

A todo momento, estamos falando de um só peito. Mas, claro, tem também os egundo. Tomar 100 ml de um só peito não é o mesmo que tomar 50 ml de cada um; no segundo caso, o bebê está tomando muito menos gordura e, portanto, muito menos calorias.

E também não é o mesmo que tomar 70 e 30, 85 e 15...E se não é o mesmo, o que é o melhor? Quando tirar o bebê do primeiro peito para colocá-lo no segundo? Não fazemos idéia. Não sabemos qual a quantidadede lipídios que um bebê necessita (os livros de nutrição podem dizer coisas como: "os lactentes entre seis e nove meses necessitam entre x e y miligramas/quilo/dia de lipídios", mas não pode nos dizer quantos lipídios Laura de Souza, de 8 meses, necessita tomar essa tarde às 16h28min), não sabemos qual a quantidade de lipídios tem o leite no princípio da mamada, não sabemos quantos ml de leite já tomou, não sabemos em qual velocidade está aumentando a quantidade de gordura no leite nesta mamada determinada, não sabemos qual a quantidade de gordura terá o leite do segundo peito, não sabemos qual a quantidade de leite do segundo peito que caberá no estômago dele.

E como há gente capaz de dizer coisas como: "em dez minutos tire o bebê do primeiro peito para dar o segundo?" Vai saber! A ignorância dá asas à audácia.

Cada bebê dispõe, pois, de três mecanismos para modificar a composição dol eite que toma a cada momento: pode decidir o quanto de leite vai tomar, quanto tempo demorará para voltar a mamar, e se mamará um peito ou dois. Foic omprovado cientificamente, analisando o leite em cada caso, que os três fatores influenciam na sua composição.
A quantidade de leite ingerida deveria depender do tempo em que o bebê está no peito; mas a relação é tão variável (uns mamam depressa e outros devagar) que estatisticamente não há relação: não podemos dizer "se está mamando há cinco minutos, ingeriu 50 ml, se está há dez minutos, mamou 130 ml".

A concentração de gordura não dependeda quantidade de tempo que o bebê mama e sim da quantidade de leite que obebê mama no período. Veja bem, para um bebê determinado, em uma mamada determinada, é óbvio que se lhe tiramos do peito antes, terá tomado menos leite. E, se por uma lado é fácil medir quanto tempo mama, por outro é muito difícil saber quanto de leite tomou.

Assim, para fins puramente didáticos poderíamos dizer que os três mecanismos de controle são:
- a duração da mamada;
- a frequência das mamadas;
- mamar um peito ou dois.

Cada bebê, em cada momento do dia ou da noite, modifica à vontade esses três fatores para conseguir o alimento que necessita. Quando se tira o bebê do primeiro peito antes de que ele acabe (talvez porque alguém com boa vontade advertiu: "principalmente, dê o segundo peito antes que ele durma"), em vez do último leite do primeiro peito, tomará o primeiro leite do segundo peito.

Isso significa, como indica a figura 2, que necessitará tomar mais quantidade para obter as mesmas calorias. Se a diferença for pequena, provavelmente não acontecerá nada. Toma um pouco mais de leite e problema resolvido.

Mas se mudam o bebê de peito quando ainda teria que mamar muito do primeiro (por exemplo, quando tiramos do peito com dez minutos um bebê necessita de quinze ou vinte minutos) a quantidade de leite que teria de tomar é tão grande que, simplesmente, não cabe em seu estômago.
Nos adultos, o estômago tem uma capacidade muito superior a que normalmente se usa; poderíamos tomar um litro de água depois de comer e quase não sentiríamos nenhum incômodo. Mas o estômago de um bebê é muito pequeno, quase não tem capacidade de reserva. O bebê se vê obrigado a soltar o segundo peito porque não agüenta mais nada, mas por outro lado, ainda está com fome; a situação é muito similar à que ocorre quando a pega está errada.

Em 1988, Michael Woolridge e Chloe Fisher publicaram na prestigiada revista médica *Lancet* cinco casos de bebês que apresentavam de forma continuada choro frequente, cólicas, diarréia e outros incômodos. Bastou dizer às mães que não tirassem o bebê do primeiro peito, mas que esperassem que ele soltasse sozinho quando acabasse, para que os problemas desaparecessem.

Pouco depois, Woolridge e outros pesquisadores tentaram reproduzir experimentalmente a situação em um grupo de bebês saudáveis que não tinham problemas com a amamentação. Disseram à metade das mães que tirassem o bebê do primeiro peito após dez minutos, e à outra metade que esperassem que o bebê soltasse o peito espontaneamente.
Pensavam que os bebês do primeiro grupo tomariam líquido demais, lactose demais e pouca gordura e, portanto, teriam cólicas, vômitos e gases. Mas os próprios bebês modificavam os outros dois fatores, o intervalo entre as mamadas e a decisão de mamar um peito ou os dois, de forma que ao longo do dia conseguiam mamar a mesma quantidade de gordura que o outro grupo e não tinham nenhum problema.

Como o bebê tem três ferramentas (lembre: frequência das mamadas, duraçãodas mamadas, mamar um peito ou dois) para controlar a composição do leite, é possível que a maioria deles dê um jeito para controlar com duas delas, mesmo que tenhamos fixado a terceira arbitrariamente. Talvez aqueles cinco bebês que tiveram problemas para limitar o tempo de sucção sejam exceções, sejam bebês (ou mães) com menor capacidade fisiológica de adaptação. Do mesmo modo, todos nós caminhamos, mas na hora de correr uns irão mais depressa e se cansarão antes que os outros. A capacidade de adaptação dos seres vivos pode ser muito grande, mas não podemos esperar milagres.

Ao longo do século passado, muitos médicos se empenharam em controlar simultaneamente os três fatores: o bebê tem que mamar exatamente dez minutos de cada lado a cada quatro horas. A exatidão chegava a ser obsessiva; ainda hoje algumas mães perguntam se as quatro horas começam a contar desde quando o bebê começa a mamar ou desde que acaba(porque, claro, com dez minutos por peito e um entre eles para arrotar, seriam quatro horas e vinte e um minutos). Muitos livros e muitos especialistas nem sequer diziam "a cada quatro horas", mas estipulavam as horas concretas: às oito, ao meio dia, às quatro, às oito e à meia noite. Nem pense em dar às nove, à uma e às cinco! Entre meia-noite e oito da manhã havia um *descanso noturno* de oito horas (passar metade da noite acordada vendo seu filho chorar e não podendo dar de mamar era chamado de *descanso noturno*).

O intervalo de quatro horas era a recomendação da escola alemã. Também havia uma recomendação da escola francesa de dar de mamar a cada três horas, com descanso noturno de seis horas. Cabe perguntar se dar de mamar cinco ou sete vezes durante o dia influía no *caráter nacional* desses países.

Também havia partidários de dar em cada mamada um peito ou ambos (esses últimos mais numerosos), o que no total perfaziam quatro teorias: um peito a cada três horas, dois a cada três, um a cada quatro horas e dois a cada quatro horas. Mas, habitualmente, cada médico seguia uma teoria somente e a defendia com entusiasmo.

Assim, os bebês se encontravam totalmente desarmados: não poderiam decidir sobre a frequência, nem sobre a duração, nem o número de peitos que deveriam mamar. E não podiam controlar nem a quantidade nem a composição do leite, tinham que se conformar com o que o acaso lhe determinava. Na maioria dos casos, a quantidade era insuficiente e a composição, inadequada; os bebês choravam, queixavam-se, vomitavam, não aumentavam de peso...
Há uns anos, na Espanha, ainda amamentar aos três meses era raro, e fazê-lo sem ajuda de complemento era quase heróico.

**

Claro, também há casos em que, pela mais rocambolesca das coincidências, o bebê obtém a quantidade de leite de que necessita e com uma composição adequada mamando dez minutos a cada quatro horas. Essas raras exceções só vêm confirmar a fé dos médicos nos horários rígidos: "Isso de amamentar em livre demanda é uma bobagem. Eu conheci uma mãe que seguia ao pé da letra a regra de dez minutos a cada quatro horas, e tudo ia maravilhosamente bem; amamentou até os nove meses e o bebê dormia como um anjo e engordava perfeitamente. O que acontece é que as mães de hoje não querem trabalho, preferem a comodidade da mamadeira."

Woolridge MW, Fisher C. Colic, "overfeeding" and symptoms of lactosemalabsorptiom in the breast-fed baby: a possible artifact of feedmanagement? Lancet. 1988; 2:382-4.

Woolridge MW. Baby-controlled breastfeeding: biocultural implications. EnStuart-Macadam P, Dettwyler KA, eds.: Breastfeeding. Bioculturalperspectives. New York: Aldine de Gruyter, 1995.

Woolridge MW, Ingram LC, Baum LD. Do changes in pattern of breast usagealter the baby's nutrient intake? Lancet 1990;336:395-397.

Tradução: Fernanda Mainier

Revisão: Luciana Freitas

Nota das tradutoras:
Resumindo, os bebês têm 3 mecanismos para controle dasmamadas e da ingestão de leite:

1- *a duração da mamada* - portanto é um erro determinar que o tempo que o bebê deve mamar, nem 5 nem 10, nem 15, nem 50 minutos. Cada bebê controlará em cada mamada quanto tempo deve mamar. Se tiramos o bebê antes do tempo que ele vai determinar naquela mamada, é óbvio que terá mamado menos do que necessita.

2- *a frequência das mamadas* - portanto, é igualmente errado colocar intervalos fixos para mamadas: nem de 3 em 3 horas, nem de 4 em 4 horas, nem de 1 em 1 hora. O bebê é que determina se quer mamar 1 hora depois ou 3horas depois. É o que chamamos livre demanda.

3- *se quer mamar um peito ou dois* - só devemos trocar o bebê de peito numa mesma mamada, se ele largar espontaneamente o primeiro e demonstrar que ainda quer mamar, e que o primeiro se esvaziou (se no primeiro ainda há leite, deve-se oferecer o primeiro novamente - se for na mesma mamada).


Assim, a regra é um peito por mamada, a não ser que ele ainda queira mais. E sempre alternando os peitos a cada mamada.

Se colocarmos limites nesses três fatores, ou seja, determinar quantos minutos devem durar as mamadas, determinar o intervalo entre elas e oferecer sistematicamente sempre os dois peitos numa mesma mamada estaremos contribuindo e muito para que o bebê não ingira a quantidade de leite adequada ao seu desenvolvimento.

*Esqueçam o relógio!*

20/06/2009

Seminário: "Amamentação: a segurança alimentar nas emergências"


Com apoio do Santander Universidades, Senac São Paulo e IBFAN Brasil promovem evento para debater tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2009
18/06/2009 - Juliana Rocha Barroso

Capa do manual de orientação sobre tema da SMAM 2009
Estão abertas as inscrições para o Seminário "Amamentação: a segurança alimentar nas emergências", que acontece no dia 24 de junho, em São Paulo (SP). Realização do Senac São Paulo e da IBFAN Brasil - Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar, com apoio do Santander Universidades, o evento vai debater o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) - sempre a primeira do mês de agosto - e lançar os materiais (manual e calendário) produzidos para a edição de 2009.
O tema da semana é definido em reunião anual da equipe de coordenação da WABA (World Alliance for Breastfeeding Action), organização internacional que fomenta o aleitamento materno desde 1992 e que criou e coordena a SMAM no mundo. "A escolha foi justificada pela constante necessidade de se trabalhar com mães que estão amamentando (lactantes) e com as doações de leite em muitas partes do mundo, em situações de catástrofe naturais, provocadas (como as guerras) ou emergenciais (como enchentes, terremotos...)", explica Marina Rea, membro da coordenação e do conselho da IBFAN e da WABA.

A "situação de emergência" é declarada quando um evento adverso ocorre desencadeando vários fatores que podem interferir na vida de uma comunidade. Nesses casos, é necessário tomar medidas de urgência. A intensidade dos reflexos disso, frequentemente depende mais do grau de vulnerabilidade da comunidade afetada do que do evento em si. Na edição de 2009, que acontece de 1º a 7 de agosto, os novos aspectos tratados na SMAM dizem respeito à necessidade de preparação para enfrentamento de catástrofes com vistas à proteção das mães que estão amamentando. "Nessa hora, de maneira geral, a tendência da população é doar alimentos e leite para os bebês, que sofrem com a falta de água potável e energia. No Brasil, tragédias de enchentes como as de Santa Catarina, Maranhão e Piauí são exemplos disso."

Segundo Marina, a programação do seminário foi desenvolvida com o objetivo de tratar esses aspectos, dando subsídios e mostrando aos participantes que a amamentação representa segurança alimentar nas emergências. "Também serão distribuídos todos os materiais elaborados e lançado e discutido o conteúdo do vídeo Amamentação em situações de emergência: estamos preparados?"

Somando forças

Desde 1996, o Senac São Paulo é parceiro da WABA na realização da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) no Estado de São Paulo. Consolidou essa participação desenvolvendo o Programa Promoção da Amamentação e Alimentação Complementar, que tem entre suas ações a articulação da Rede Social de Promoção do Aleitamento, reunindo pessoas e organizações em torno da temática.

Jorge Carlos Silveira Duarte, gestor da área de Desenvolvimento Social do Senac São Paulo, conta que, em 2001, a instituição desenvolveu um trabalho para multiplicadores e a partir de 2005, em parceria com a IBFAN e apoio do Santander Universidades, passou a reproduzir um conjunto de materiais importantes e distribuir para a rede de amamentação no Brasil. "São mais de mil organizações por todo o País que se beneficiam com cartilhas de fomento da amamentação, o kit de materiais para multiplicadores e querem difundir informações sobre o tema e outros folhetos informativos de relevante importância para o segmento."

Segundo Marina Rea, o Senac tem contribuído efetivamente para que a IBFAN e a WABA no Brasil consigam organizar a SMAM. "Constatamos a efetividade dessas iniciativas ao observar que os materiais produzidos com apoio do Senac são amplamente solicitados e utilizados em todos os estados e municípios por onde temos andado, seja em eventos para o público em geral, como em universidades, por jornalistas, sociedades de classe entre outros."

Para 2010, Senac e Santander apoiarão o Encontro Nacional de Amamentação (ENAM), que será realizado na cidade de Santos (SP). "Sabemos que, apoiando causas como esta, além de contribuir com a diminuição da mortalidade infantil, estamos trabalhando por um Brasil mais solidário e socialmente responsável", declara Duarte.

As inscrições para o Seminário devem ser feitas até dia 22/6. Basta preencher a ficha, clique aqui.

Confira a programação do Seminário:

8h00 - Recepção e entrega de materiais

8h45 - Abertura: Ações conjuntas das redes sociais de apoio à Amamentação
Jorge Duarte, gestor da área de Desenvolvimento Social do Senac São Paulo e Rosana De Divitiis, presidente da IBFAN Brasil

9h00 - Palestra: Amamentação, a segurança alimentar nas emergências
Dra. Tereza Toma - pediatra, pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e membro da Diretoria da IBFAN Brasil

9h30 - Palestra: Alimentação de Lactentes e Crianças Pequenas em Situações de Emergência e apresentação do manual de orientações para a comunidade, profissionais de saúde e gestores de programas de assistência humanitária Alimentação de Lactentes e Crianças Pequenas em Situações de Emergência
Dra. Ana Julia Colameo - pediatra e membro da IBFAN Brasil

10h30 - Intervalo

10h50 - Relato de experiência: atuação do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências (GRAU) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo nas enchentes de Santa Catarina
Antônio Cláudio Oliveira - enfermeiro do GRAU

11h45 - Lançamento do vídeo Amamentação em situações de emergência: estamos preparados?
Natália Monteiro - doula e membro da IBFAN Brasil

13h00 - Encerramento

Seminário "Amamentação: a segurança alimentar nas emergências"
Quando: 24 de junho de 2009
Onde: Senac Consolação (Rua Doutor Vila Nova, 228. Vila Buarque. São Paulo / SP)
Inscrições: abertas até dia 22/6. Basta preencher a ficha (clique aqui

Mais informações e materiais, nos sites:
IBFAN Brasil - http://www.ibfan.org.br
Programa Promoção da Amamentação e Alimentação Complementar, do Senac São Paulo - http://www.sp.senac..br/amamentacao

08/06/2009

Apoio à casa de parto do Rio de Janeiro!

Abaixo Assinado pela permanência da Casa de Parto David Capistrano Filho (Realengo-RJ) - Assine agora e mostre que você também é a favor!


Participe da Campanha a favor das Casas de Parto!

18/05/2009

Homenagem à Polly!


Abrindo esse espaço hoje para uma homenagem à Polly, mãe de Mayara e Kyara, de BH.
Hoje Kyara faz 6 meses e está mamando exclusivamente na mamãe, já são dois motivos para comemoração! Mas outras coisas ainda fazem essas duas meninas ainda mais especiais.
Kyara nasceu prematurinha de 32 semanas, ficou 14 dias internada e raríssimas foram as vezes que não pôde ingerir o leite materno. Durante a estadia no hospital Polly ordenhou e Kyara recebeu colostro e leite do peito pela sonda e copinho até poder mamar direto "na fonte".
Com a amamentação estabelecida, ganho de peso e desenvolvimento dentro do esperado a amamentação prossegue, mesmo com Polly tendo retornado ao trabalho.
Em breve ela virá nos dar seu depoimento de luta e superação mesmo com as adversidades desse caminho.
Parabéns Polly e muitos meses de amamentação para você e Kyara!

09/05/2009

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento, uma Iniciativa da Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté (AFAR) desde 2004 .

Este ano o tema abordado será “O aumento das taxas de cesáreas no mundo”, e o slogan original da Parto do Princípio não poderia ser mais adequado: “Pelo fim das cesáreas desnecessárias, por uma nova forma de gestar, parir e nascer”.

A exposição visa incentivar a escolha segura e consciente da via de parto, preservando o vínculo afetivo mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Além de cerca de 30 fotos e seus cartões explicitando os mitos que rondam o parto em questão e que seriam motivo para uma cesárea possivelmente mal indicada , usaremos banners para divulgar a Rede, expôr os riscos da cesárea para mãe e o bebê e atentar para altas taxas de cesárea nos hospitais brasileiros.

A exposição acontecerá simultaneamente em várias cidades. Para saber mais visite o site da Parto do Princípio.

23/04/2009

Mais dicas para o desmame.


Primeira e importante questão:

PORQUE desmamar?

Pergunte-se a razão da sua decisão. Não há uma época definida para o desmame, pois esse processo é muito diferente para cada mamãe e bebê. Não há uma razão padrão para a decisão do desmame. As razões são tão variadas quanto as próprias mães e crianças amamentadas. Cada filho seu vai precisar de uma decisão separada sobre o desmame.


1) Devagar é melhor:

Se voce permitir que o processo ocorra gradualmente (num período de alguns meses), seu bebê e seu corpo irão se ajustando fazendo o processo mais fácil para ambos.


2) O primeiro passo para o desmame:

Tente o metodo: "não ofereca, não recuse". Isso funciona como um "teste" de quão fácil ou difícil o desmame será. Continue amamentando quando seu bebe pedir, mas não ofereça o tempo todo, automaticamente como algumas mães costumam fazer. O que pode ser surpreendente é descobrir que algumas criancas estão tão prontas quanto as mães para comecar o processo de desmame. Nesse caso, elas estarão abertas a uma rotina que não inclua amamentação.


3) Distração funciona:

Bebês são ativos, ocupados sempre, tire proveito dessa característica e tente distraí-lo com alguma coisa na hora que ele pede para mamar. Por exemplo, se seu filho geralmente mama quando acorda, você pode chegar com um brinquedo legal ou abrir as janelas e convide-o para ver os passarinhos lá fora. Nas primeiras vezes que você fizer isso seu bebê pode ficar confuso e reclamar um pouco, mas persista um pouco com a distração. Tente mais algumas vezes, mas se o bebê reclamar, chorar muito, amamente. Continue tentando de novo mais pra frente, um belo dia seu bebê vai te surpreender e pedirá pra abrir a janela para ver os passarinhos. Na hora de dormir, uma dica: se voce sempre dá de mamar após contar uma estória, prolongue essa estória de modo que ele durma antes do fim.


4) Num minutinho:

A tática do "atraso": "Você pode mamar depois que eu terminar de dobrar as roupas", aí quando você olhar ele vai estar ocupado com outras coisas. Ofereca o peito após terminar com as roupas, se seu bebe ainda quiser. Isso reforça a confianca e mostra ao seu bebê que você não está ignorando suas necessidades. Você pode até tentar mais atraso: "Vamos esperar a hora da soneca". Isso pode ser um modo efetivo de reduzir o número de sessões de amamentação diária.


5) Substitua leite materno por comidas sólidas:

Outra técnica que pode ajudar é substituir a mamada por mais comidas (se seu bebê já come e gosta comidas solidas. Se isso já acontece você pode tentar substituir outras formas de conforto e atenção das mamadas por coisas como ler livros, abraços, brincar juntos.


6) Evite seus cantinhos de mamar:

A maioria das mães tem um ou dois lugares favoritos para mamar, uma poltrona por exemplo. Se você quiser encorajar o desmame, deve evitar esses lugares que podem despertar no seu bebê o desejo de mamar. Encontre outros lugares e combine essa dica com a técnica de distração.


7) Encurte as sessões de mamar:

Outro passo em direção ao desmame é encurtar o tempo que você geralmente amamenta seu filho, e tente incluir uma distração no final da sessão.


8) Substitua mamar por brincar:

Algumas mães (às vezes mesmo sem perceber) usam a hora de amamentar como uma maneira de ter um tempo quieto e relaxante com seus bebês. Faça a decisão consciente de substituir essa sessão de mamar por um sessão de brincadeiras, em que você dá atenção completa o tempo todo. Seu bebê pode ficar tão contente com isso que poderá até esquecer de pedir para mamar.


9) Peça ajuda ao pai:

Já que mamãe é igual a leite, peçaa ao seu marido para ficar com a criança nas horas em que ele geralmente mamaria, como por exemplo quando ele acorda ou antes de dormir. Isso requer mais paciência e jeitinho, mas pode ser uma ótima forma de criar novos padrões na rotina diária do bebê que não envolve amamentar.


10) A danca do desmame:

Não se surpreenda se seu bebê "captar" seu desejo de desmamar e de repente pedir para mamar como um recém-nascido! Essa é uma resposta natural a uma grande mudança na vidinha deles. Se você atender os desejos e der de mamar por 1-2 dias, isso geralmente passa, e você pode seguir em frente na direção do desmame de novo. Geralmente o progresso do desmame NÃO é uma linha reta, é mais como uma danca. Mas se você guiar essa danca com afeto e sensibilidade, acabará dançando no ritmo que escolheu.


Extraido do livro "Gentle Baby Care", by Elizabeth Pantley.

01/04/2009

Requerimento de Salário-Maternidade

Esta informação foi retirada do site da Previdência.
Nós não sabemos nada além do que publicamos nos posts e o intuito deste blog é apoiar as mulheres que encontram dificuldades na amamentação.
Não nos cabe avaliar individualmente o caso de cada trabalhadora, sendo mais adequado que procurem o posto do INSS mais próximo de suas casas.

Salário-maternidade é o benefício a que tem direito as seguradas empregada, empregada doméstica, contribuinte individual e facultativa, por ocasião do parto, da adoção ou da guarda judicial para fins de adoção.

A Previdência Social não exige carência para conceder esse benefício.

-a segurada que exerce atividades concomitantes tem direito a um salário-maternidade para cada emprego;
-a segurada aposentada que permanecer ou retornar à atividade tem direito ao pagamento do salário-maternidade;
-no caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, é devido o salário-maternidade, de acordo com a Lei nº 10.421 de 15 de abril de 2002, publicada em 16 de abril de 2002, se a adoção ou o termo de guarda judicial para fins de adoção for igual ou posterior à publicação da Lei;
-no caso de parto antecipado, o período de carência para as seguradas contribuinte individual e facultativa, será reduzido em número de contribuições equivalentes ao número de meses em que o parto foi antecipado;
-nos casos em que a criança venha a falecer durante a licença-maternidade, o salário-maternidade não será interrompido;
-em caso natimorto, o benefício será devido nas mesmas condições e prazos;
-no caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico, é devido salário-maternidade correspondente a duas semanas, devendo ser requerido na Agência da Previdência Social;
-a existência da relação de emprego (empregada e empregada doméstica) ou de contribuições (contribuinte individual e facultativa) é pré-requisito necessário para o direito ao salário-maternidade.

Quando é devido o salário-maternidade ?
-a partir do 8º mês de gestação, comprovado através de atestado médico;
-a partir da data do parto, com apresentação da Certidão de Nascimento;
-a partir da data do deferimento da medida liminar nos autos de adoção ou da data da lavratura da Certidão de Nascimento do adotado.
-Considera-se parto, o nascimento ocorrido a partir da 23ª semana (6° mês) de gestação, inclusive em caso de natimorto.

Que tipo de atestado médico é aceito?
Atestado fornecido por médico:
-do Sistema Único de Saúde - SUS;
-do serviço médico da empresa, ou por ela credenciada;
particular.

Deverá ser apresentado o Atestado Médico original quando a licença-maternidade ocorrer antes do parto.

Onde requerer o salário-maternidade?
A segurada pode requerer o salário-maternidade pela Internet ou nas Agências da Previdência Social.

O requerimento do Salário-Maternidade só pode ser feito pela própria Segurada?
Pela Internet, pode ser solicitado pela segurada ou pelo seu empregador.
Nas Agências da Previdência Social, se a própria segurada não puder solicitar, deve constituir um procurador. A procuração poderá ser particular e ter a autenticidade da assinatura reconhecida em cartório. O modelo de procuração pode ser encontrado na Internet ou nas Agências da Previdência Social.
O empregador poderá requerer o salário-maternidade pela Internet sem necessidade da apresentação de procuração para esse fim.

Quem paga o salário-maternidade?
A Empresa, para a segurada empregada, exceto nos casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, com a dedução do valor pago na Guia da Previdência Social, conforme a Lei nº 10.710 de 05/08/2003.
A Previdência Social, através da rede bancária, para a segurada empregada, nos casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção.
A Previdência Social, através da rede bancária, em qualquer hipótese nos pedidos da empregada doméstica, contribuinte individual e facultativa.
Mediante convênio com a Empresa, Sindicato ou Entidade de aposentados devidamente legalizados, nos casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção
Em qualquer caso, será descontado mensalmente do salário-maternidade o valor da contribuição previdênciária devida pela segurada.
É de cinco anos o prazo para a segurada requerer o benefício, a contar da data do parto ou da adoção ou da guarda judicial para fins de adoção.

Para maior comodidade, a segurada pode informar pela Internet ou na Agência da Previdência Social, o número da conta e agência bancária em que deseja receber o benefício.

O empregador continua recolhendo a sua contribuição mensal normal referente a parte patronal, e se for o caso, a parte do custeio de acidentes do trabalho e de outras entidades, durante o recebimento pela empregada do salário maternidade.

Por quanto tempo se recebe o Salário-Maternidade?
Por 120 dias a partir do parto ou por definição médica, 28 dias antes e 91 dias após o parto.
No caso de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção:
-por 120 dias para criança de até um ano de idade;
-por 60 dias para criança de um ano e um dia até quatro anos de idade ou
-por 30 dias para criança de quatro anos e um dia até oito anos de idade.
Será devido o salário-maternidade à segurada mãe adotiva, ainda que já tenha havido pagamento de benefício semelhante à mãe biológica;

No caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção de mais de uma criança, simultaneamente, será devido o pagamento somente de um salário-maternidade, observando-se o direito segundo a idade da criança mais nova.

Nos casos em que houver necessidade de prorrogação por motivos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas(14 dias). A segurada deverá solicitar a prorrogação no ato do requerimento do salário-maternidade, na Agência da Previdência Social escolhida, apresentando Atestado Médico original, se for o caso.

Como é fixada a data de início do pagamento do benefício?
O início do pagamento do benefício, é fixado de acordo com o atestado médico. Se, a criança já tiver nascido, o início do benefício será na data de nascimento da criança; neste caso deve ser apresentada a cópia autenticada da certidão de nascimento.

No caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, a data do deferimento da medida liminar nos autos de adoção ou a data da lavratura da certidão de nascimento, segundo a Lei nº 10.421 de 15/04/2002.

Qual o valor do benefício?
-para segurada empregada: valor mensal igual à sua remuneração integral, no mês de seu afastamento ou em caso de salário variável, igual à média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho, apurada conforme a lei salarial ou dissídio da categoria (art.393 da CLT). Não será considerado como salário variável o décimo terceiro salário ou férias, porventura recebidos;
-para segurada empregada doméstica: valor correspondente ao do seu último salário de contribuição, que não será inferior ao do salário-mínimo e nem superior ao limite máximo do salário de contribuição.
-para segurada contribuinte individual ou facultativa: um doze avos da soma dos doze últimos salários-de-contribuição, apurados em períodos não superior a quinze meses.
Salário variável é aquele recebido na forma de comissões, gratificações, horas extras, percentagens e abonos.
A liberação do pagamento do salário-maternidade é efetuada pela Agência da Previdência Social.
Será descontada, durante a percepção do salário-maternidade, a alíquota de contribuição da segurada contribuinte individual ou facultativa, equivalente a 20%, aplicada sobre o respectivo salário-de-benefício.

Quando cessa o Salário-Maternidade?
-pelo falecimento da segurada.

Quando a Segurada Empregada tiver direito a receber parcelas de alteração salarial, mas já estiver em gozo do benefício Salário-Maternidade, poderá requerer revisão da renda mensal?
Sim. Os resíduos decorrentes de aumentos salariais, dissídios coletivos e outros, serão pagos pela Previdência Social, através de pedido de revisão, requerida na Agência da Previdência Social, escolhida no ato do requerimento. Devem ser apresentados documentos que comprovem a alteração salarial.
É de cinco anos o prazo para solicitar tal revisão, a contar da data em que deveriam ter sido pagas as parcelas.

O que acontece quando a empregada gestante é despedida?
Não havendo mais a relação de emprego, a Previdência Social não concederá o benefício salário-maternidade. O empregador, conforme o caso, efetuará os pagamentos nas indenizações trabalhistas.
Se a segurada recebe auxílio doença, este será suspenso na véspera do início do salário-maternidade.


Fonte: http://www.dataprev.gov.br/servicos/salmat/salmat_def.htm

27/03/2009

Amamentei, mas só um pouquinho



A maior parte das mulheres não está disposta a dar o peito. Saiba por quê.
Há um fosso separando teoria e prática quando o tema é aleitamento materno. Nos seis primeiros meses de vida o leite humano deveria ser a única fonte de nutrição da criança. Não é preciso dar ao bebê nada além do peito. Nem água nem chá. O leite materno provê 100% das necessidades diárias de sódio, cálcio, potássio, proteínas, vitaminas, sais minerais, gordura, lactose, ferro, leucócitos e enzimas. A lista de benefícios nutricionais é reforçada por vantagens de caráter imunológico. Sabe-se que crianças amamentadas no seio até o sexto mês estão mais protegidas contra uma série de doenças, entre as quais infecções respiratórias, diarréia, otites, meningite bacteriana e alergias, além de alguns tipos de câncer. E que as mulheres que amamentam também têm diminuído o risco de vir a ter câncer de mama e de ovário. O risco fica ainda menor para as que oferecem o peito por um período de tempo mais longo. Isso sem falar dos ganhos de natureza emocional que o aleitamento proporciona tanto à mulher quanto a seu filho.
Apesar disso, indicam as pesquisas, 40% das mães interrompem o processo antes de seis meses. Em alguns casos, os médicos observam que as mães trocam o leite humano por fórmulas industrializadas por causa da necessidade. Pode ser uma exigência de ordem médica. Há mulheres que sentem dores muito fortes no peito, chegando a apresentar sangramentos. A tarefa torna-se um flagelo e, nos casos mais graves, convém que seja interrompida. Acontece de o leite secar, ou ainda de o bebê não sugar o peito com a força necessária, perdendo peso. Existem as razões de caráter social. É o caso da mulher que não pode se ausentar do trabalho pelo prazo legal da licença-maternidade. Imagine uma profissional liberal, que só tem renda quando trabalha e não consegue montar uma agenda que a deixe à disposição do bebê nas horas certas. São problemas conhecidos e catalogados pelos profissionais.
Infelizmente, dizem os especialistas, a maior parte das mães que desistem de amamentar toma a decisão por razões estranhas à medicina ou ao mundo dos negócios. "Percebo logo quando estou diante de uma mamãe que dá desculpas técnicas, mas na verdade se cansou de amamentar", diz o pediatra Gláucio José Granja de Abreu. "Lamentavelmente, temo que seja a maioria." Um dos motivos mais freqüentes para a interrupção, na opinião dos especialistas, entre os quais o doutor Gláucio, é que a amamentação se equipara à gravidez em termos de complexidade. A diferença, ponderam, é que a gravidez incomoda, cansa, mas a mulher pode ir ao bar beber com os amigos, pode dançar e não precisa se preocupar com a hora de voltar para casa. A barriga vira uma característica física temporária. Apenas na fase final, nos dois ou três últimos meses, é que o cansaço mais forte aparece. É completamente diferente com a amamentação. São seis meses em que a mulher precisa adotar um estilo de vida novo. Nesse período, o bebê tem direito a mamadas em intervalos que variam de duas horas e meia a quatro horas. Não há tempo para a vida a dois nem para os amigos. A tarefa exige dedicação, paciência e tranqüilidade. Nem todas as mulheres estão dispostas a pagar o preço."

Fonte: veja.abril.com.br/especiais/crianca/p_038.html

25/02/2009

Desmamando seu bebê.

Assim que conseguir passar pelo desconforto inicial da amamentação, em geral ela se torna fácil e sem dor. Um dia no entanto chega aquele fatídico dia quando você decide que é hora de desmamar seu bebê.
O desmame pode ser muito desconfortável emocionalmente para você, também pode causar dor física. Isso porque à medida que você diminui as mamadas, leva menos tempo para que o corpo compreenda e produza menos leite em resposta, então o inchaço daqueles primeiros dias geralmente retorna.
Não há um consenso entre os médicos sobre o melhor modo de desmamar um bebê. Alguns recomendam parar de uma vez, enquanto outros aconselham as mães a adotar uma abordagem mais gradativa.
Para a mãe, é um pouco mais confortável ir parando lentamente, mas alguns bebês decidem desmamar sozinhos e, de um dia para o outro, simplesmente rejeitam o seio para sempre.
Se você decidir desmamar o bebê gradualmente, comece a eliminar uma mamada a cada dois dias ou mais. Deixe para eliminar as mamadas da manhã e da noite por último, já que a maioria dos bebês tem um intenso desejo de mamar nesses horários.
Também é importante nunca pular duas mamadas seguidas. Em outras palavras, se você costuma amamentar seu bebê duas vezes pela manhã, duas vezes à tarde e duas vezes à noite, evite pular uma mamada da manhã um dia e outra mamada da manhã dois dias depois. Ao invés disso, pule uma mamada da manhã, depois uma da tarde, depois uma da noite.
Quanto à dor do inchaço que pode acontecer, há algumas coisas que você pode fazer. Faça uma leve pressão às glândulas que podem limitar a quantidade de leite que mantêm. Tente envolver o peito com uma bandagem elástica ou toalha. Você também pode reduzir o inchaço com bolsas de gelo, que vão diminuir a circulação nos seios.
E, com a aprovação do seu médico, você pode tomar um anti-inflamatório vendido sem receita, como aspirina ou ibuprofeno, para aliviar a dor do inchaço.
Finalmente, tente evitar qualquer estímulo extra em seus seios que possa causar a produção de mais leite, que é a última coisa que você quer durante o desmame.
A amamentação pode ser o laço emocional mais forte que existe entre mãe e filho. Com um pouco de planejamento e as dicas desse artigo, essa experiência pode ser relativamente indolor e sem estresse.
Publications International, Ltd.Estas informações são apenas para fins ilustrativos. NÃO DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO COMO CONSELHOS MÉDICOS. Nem os Editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alteração de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados decorrentes da leitura ou instruções contidas nesse artigo A publicação dessas informações não constitui a prática de medicina e essas informações não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da área de saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou outro profissional da área de saúde.

Fonte: UOL.

16/02/2009

Desmame: fatos e mitos.

Elsa Regina Justo Giugliani*

O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores sócioculturais.

Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar.

Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie.

Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos.

Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não-amamentação ou amamentação sub-ótima podem favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial.

Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos "modernos" de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.

Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe.

Hoje, em muitas culturas "modernas", a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a "convenção" da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar.

Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava: "Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional".

Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.

Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos.

As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto-de-vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos.

Para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos, tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente.

Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal.

No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade.

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada "greve de amamentação" do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar. Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.

Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame mãe e bebê.

  • Idade maior que um ano.
  • Menos interesse nas mamadas.
  • Aceita variedade de outros alimentos.
  • É segura na sua relação com a mãe.
  • Aceita outras formas de consolo.
  • Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais.
  • Às vezes dorme sem mamar no peito.
  • Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar.
  • Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar.

Vantagens do desmame natural.

  • Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança.
  • Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame.
  • Fortalece a relação mãe-filho.
  • Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho.

Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores.

  • Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar.
  • Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança.
  • Flexibilidade, pois o curso é imprevisível.
  • Paciência (dar tempo à criança) e compreensão.
  • Suporte e atenção adicionais à criança ¿ mãe não deve se afastar neste período.
  • Ausência de outras mudanças ocorrendo, como, por exemplo, controle dos esfíncteres.

Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas. As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.

Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos, ou mais, nos dias de hoje.

Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço, ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, "ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade".

06/02/2009

Forum Social Mundial 2009



No Forum Social Mundial 2009 as Amigas do Peito (Rio de Janeiro-RJ) promoveram e coordenaram a oficina "Amamentar: Um Outro Mundo É Possível" e a Marcha da Amamentação, tendo como parceiros AMAMEN (Belém-PA), IBFAN Rio (RJ), La Leche League Brasília (DF) e o Grupo Ishtar (Belém-PA).

Segue um breve relato fotográfico da oficina, onde os participantes com a ajuda dos grupos citados, foram convidados a refletir sobre as relações entre os temas em discussão no Forum e a amamentação e a representá-las criativamente em um desfile de uma escola de samba.

A ida para Belém das representantes das Amigas do Peito, da IBFAN Rio e de La Leche League Brasília foi financiada pela WABA, que agradecemos por ter permitido assim a realização da integração entre a amamentação e temas como ecologia, fontes renováveis, econômia solidária e sustentável, democratização dos recursos, auto-determinação dos povos, empoderamento das mulheres, etc.

Fotos aqui!

01/02/2009

Cesárea adia primeira mamada do bebê, diz estudo


Pesquisa feita com 8.397 mulheres no Rio mostra que aleitamento começa 10 horas após cirurgia, contra 4 horas no parto normal

FLÁVIA MANTOVANIDA REPORTAGEM LOCAL

Mulheres que passam por cesariana demoram mais a começar a amamentar seus bebês do que aquelas que se submetem a parto normal. É o que mostra um estudo feito com 8.397 mães em 47 hospitais públicos e privados do Rio de Janeiro.
Quanto antes ocorrer a primeira mamada, menores são as chances de mortalidade neonatal. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que ela aconteça logo na primeira hora de vida. Publicado na última edição dos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e realizado por pesquisadores da Secretaria de Saúde de Queimados (RJ), da Universidade Federal Fluminense e da Fiocruz, o levantamento mostra que a amamentação demora cerca de dez horas para ser iniciada após a cesárea -no parto normal, o tempo médio é de quatro horas. Das mães que fizeram o parto natural, 22,4% conseguiram amamentar na primeira hora e 86%, no primeiro dia após o nascimento-a taxa foi de 5,8% e 76%, respectivamente, nas cesarianas.

A pediatra Roseli Sarni, presidente do departamento de nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), afirma que questões hormonais podem explicar a maior dificuldade de amamentar após a cesárea. Na hora da cirurgia, a placenta pode não estar tão madura quanto estaria se o parto fosse natural, o que prejudica a produção do hormônio lactogênio placentário, que modula a produção do leite."Normalmente, a mulher que passa por cesárea não está no máximo da produção desse hormônio. Assim, demora a ter a chamada apojadura, quando ela sente a mama cheia, o que facilita a "pega" do bebê."
Ela diz que não há problema em colocar o bebê junto da mãe logo após a cesariana. "Há quem ache que a mãe está cansada e por isso não coloca. Mas a mulher deve pedir isso."

Benefícios
A amamentação precoce facilita a saída de leite da mama, ajuda na recuperação da mulher e faz com que o bebê chore menos, entre outras vantagens.
O leite passa anticorpos da mãe para o bebê, protegendo-o em uma fase em que seu sistema imune está vulnerável. Um desses anticorpos, que "forra" o intestino e forma uma barreira contra microorganismos, é mais secretado no colostro, o leite produzido nos primeiros três a cinco dias do pós-parto, ressalta Sarni.
O leite contém, também, probióticos, bactérias que reforçam a flora intestinal do bebê.
Na pesquisa, menos de metade dos recém-nascidos que ficaram em berçários mamaram logo no primeiro dia -esse foi o fator que, isoladamente, mais contribuiu para a demora no aleitamento. "O alojamento conjunto é um direito da mãe. O ideal é que ela fique o tempo todo com seu bebê", diz Sarni.

Fonte: Folha.

25/01/2009

Aleitamento na Região Norte é o maior do país



Aleitamento na Região Norte é o maior do país
Por Bruno Bocchini - Agência Brasil

Pesquisa que mapeou a situação do aleitamento materno no Brasil, verificando os fatores que favorecem e desfavorecem a amamentação de crianças menores de um ano de idade, identificou que mães da Região Norte do país aleitam por mais tempo seus filhos.

Maior renda, mães de cor negra ou parda, residência em área rural e presença de duas os mais crianças menores de 5 anos no domicílio foram os fatores detectados pelo estudo que colaboram para um tempo maior de amamentação. Mães com idade superior a 30anos, a presença de quatro ou mais moradores no domicílio e a utilização de creche foram fatores negativos ao aleitamento percebidos pela pesquisa.

"As ações do governo influenciam. Isso pode explicar porque o aleitamento é maior ou menor em uma região. Na Região Norte existe muita gente vivendo em área rural, isso é um fator positivo. Na Região Sudeste é todo mundo na área urbana. A freqüência em creche e o número maior de moradores foram fatores primordiais para um pior desenvolvimento no Sudeste", explica a autora do estudo, a pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Daniela Wenzel.

Segundo a pesquisadora, o fato de a mãe com maior renda proporcionar maior tempo de aleitamento pode ser explicado pelo maior acesso a meios de comunicação e informação. Já as mães negras amamentariam mais devido a questões culturais. "Antigamente, as mulheres negras eram usadas como amas de leite. E essa cultura de pessoas de cor negra amamentarem mais vem até os dias de hoje".

A cultura ainda é apontada como hipótese para explicar o maior aleitamento na zona rural. "Existe a permanência de padrões culturais. Antigamente, na área rural, as mães tinham mais tempo e então amamentavam mais. Achamos que isso continua até os dias de hoje", diz.

A experiência em aleitamento obtida pelas mães pode ainda explicar o maior sucesso na amamentação em domicílios com duas ou mais crianças menores de 5 anos. "Nesses casos, a mãe já entende a necessidade de amamentar o filho pela experiência anterior".

Já um maior número de moradores em uma mesma residência interfere negativamente no aleitamento. "Uma hipótese é que ter quatro ou mais moradores no lar pode gerar excesso de trabalho doméstico, deixando a mãe sobrecarregada e diminuindo a atenção à criança".

Duas outras variáveis também interferem negativamente na amamentação: o uso de creches e mães com idade superior a 30 anos. Segundo a pesquisadora, as creches interfeririam negativamente porque as mães têm menos contato com a criança. Já as mães com idade superior a 30 anos normalmente estão mais comprometidas com o trabalho fora de casa. "O trabalho prejudica o tempo destinado ao cuidado da criança e a disponibilidade que a prática do aleitamento precisa", diz Daniel Wenzel.

21/01/2009

Explicando a Licença Maternidade.

Muitas das nossas leitoras são mulheres que buscam informação sobre o salário maternidade.
Apesar de termos um post que fala sobre a possibilidade de receber o benefício mesmo estando desempregada, decidi escrever novamente, por que parece que o referido post não é muito claro.
http://amamentacaoexclusiva.blogspot.com/2008/02/sobre-o-direito-licena-maternidade-em.html

Se a mulher nunca teve registro em carteira, mas planeja engravidar e deseja receber o salário maternidade, ela pode começar a contribuir para o INSS pelo menos 10 meses antes do nascimento do bebê, pagando uma guia individual, chamada GPS.

Em caso de mulheres que possuem registro em carteira, mas descobriram a gravidez após uma demissão, o benefício também pode ser recebido DESDE QUE a mulher comprove 10 anos ou mais de registro em carteira e que a gravidez ocorra no prazo de até 01 ano após a demissão (para quem tem 10 anos de registro) ou até 02 anos após a demissão (para quem tem mais de 10 anos de registro).
Esta modalidade se chama "período de graça".

Uma vez nascida a criança, basta ir com a certidão de nascimento ou um atestado médico e as guias pagas até a agência do INSS mais próxima e requerer o benefício. São 4 pagamentos mensais de no máximo 01 salário mínimo. Para saber quanto vai receber, a mulher precisa escolher quanto vai pagar de contribuição ou verificar como foi a contribuição ao INSS ao longo destes anos

No fim a alternativa mais segura é ir até uma agência do INSS e pedir informações para o seu caso específico.

15/01/2009

Amamentação pode fortalecer os pulmões das crianças, indica estudo



© 2008 Bibliomed, Inc.

Crianças que são amamentadas por pelo menos quatro meses podem ter melhor função pulmonar do que aquelas que mamam no peito por menos tempo ou aquelas que não são amamentadas, segundo estudo da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, o melhor funcionamento dos pulmões dessas crianças pode ser atribuído ao esforço do bebê para sugar o leite. “O exercício físico de sugar o peito – cerca de seis vezes ao dia, por mais de quatro meses em média – pode resultar em aumento da capacidade pulmonar e em um maior fluxo de ar em crianças amamentadas, em comparação com crianças alimentadas com mamadeiras”, disse o cientista Ikechukwu Ogbuanu.

No estudo, foram avaliadas mais de mil crianças com dez anos de idade, entre as quais 39% haviam sido amamentadas por quatro meses ou mais, 40% mamaram no peito por menos de quatro meses, e 21% não haviam sido amamentadas. E testes padrões mostraram que aqueles amamentados por pelo menos quatro meses apresentavam melhor função pulmonar aos dez anos de idade do que os outros.

“Pelo menos alguns dos benefícios do leite do peito pode ser atribuído ao processo de sugar por si mesmo”, destacou o autor do estudo. E esses resultados apóiam outros estudos que indicam que o exercício de sugar na amamentação dura duas vezes mais do que na alimentação pela mamadeira, fazendo com que mamar no peito exija um maior esforço respiratório.

Fonte: Thorax. Janeiro de 2009.

02/01/2009

Veto a fotos de amamentação no Facebook causa protestos



CANBERRA (Reuters) - Fotos de uma mãe amamentando seu bebê podem ser consideradas indecentes?

O site de redes sociais Facebook deflagrou um imenso debate online -e protestos- depois de remover fotos que expunham em demasia o seio de uma mãe.


Barry Schnitt, porta-voz do Facebook, disse que o site em geral não age com relação a fotos de amamentação quando elas respeitam seus termos de uso, mas informou que algumas são removidas para garantir que o site seja mantido seguro para todos os usuários, incluindo crianças.


"Fotos que contenham um seio completamente exposto (ou seja, envolvam exibição de mamilo) constituem violações desses termos (quanto a material obsceno, pornográfico ou sexualmente explícito) e podem ser removidas", informou em comunicado.


"As fotos com relação às quais agimos são trazidas à nossa atenção quase exclusivamente por reclamações de outros usuários", o comunicado acrescentou.


Mas a decisão do Facebook de remover algumas fotos de amamentação enraiveceu alguns usuários, entre os quais a norte-americana Kelli Roman, mãe que teve uma foto que a mostrava alimentando a filha removida pelo Facebook.


Roman é uma das administradoras de uma petição online intitulada "ei, Facebook, amamentação materna não é obscenidade", que ganhou força na semana passada depois que as manifestantes organizaram uma "amamentação de protesto" no Facebook e realizaram uma pequena manifestação diante da sede da empresa, em Palo Alto, Califórnia.


A petição já obteve mais de 80 mil assinaturas e mais de 10 mil comentários, e redespertou um velho debate sobre os prós e contras da amamentação em locais públicos.


Os organizadores da petição informaram que algumas mulheres foram instruídas a não postar de novo as fotos removidas de suas páginas ou correriam o risco de ser excluídas do Facebook.


O Facebook, que tem 120 milhões de assinantes, não pretende recuar quanto às suas normas.


Schnitt disse que a empresa tentou colocar um anúncio em diversas publicações norte-americanas que mostrava uma mulher com o seio completamente exposto amamentando um bebê. Nenhuma delas aceitou.


"Um jornal e o Facebook são obviamente diferentes, mas o motivo subjacente para as normas de conteúdo é o mesmo", disse à Reuters.


17/12/2008

Evitar e tratar fissuras mamárias melhora a amamentação.


As fissuras mamárias são uma das principais causas de interrupção da amamentação, mas podem ser evitadas e tratadas sem prejuízo para mãe e bebê.
Cuidar para que o bebê pegue corretamente a mama durante a amamentação é a principal forma de evitar dores e rachaduras na região dos mamilos. "Se apresentar dor durante a mamada, coloque um dos dedos na lateral da boca do bebê para permitir a entrada de ar e afaste-o do seio.

Variar a posição do bebê para mamar é a principal forma de evitar dores e rachaduras na região dos mamilos", afirma Eneida Bittar, enfermeira consultora em aleitamento pela UCLA-CA (University of Califórnia, Los Angeles). Manter esta parte do corpo limpa e protegida também é fundamental.

"Caso apareçam as fissuras, tratá-las sem interromper a amamentação é possível. O uso de pomadas para proteger o contato da saliva do bebê direto com a fissura, é umas das alternativas para que diminua a sensibilidade e possibilite a continuidade da amamentação", afirma Eneida Bittar. Pomadas à base de dexpantenol (vitamina B5) podem ajudar a acelerar o processo de cicatrização e regeneração da pele sensível dos mamilos.

A especialista lembra que tratar as rachaduras o quanto antes garante que o momento da amamentação continue a ser prazeroso para a mãe, o que estimula a continuidade do aleitamento materno. "Caso não apresente melhora, é necessário avaliação de um especialista para a prevenção de complicações", orienta a enfermeira Eneida.

Fonte: O Serrano.

05/12/2008

Mi teta és para siempre!



Amamentação ao redor do mundo!

19/11/2008

Como e porquê amamentar?

O ideal é que o bebê seja alimentado exclusivamente ao seio nos seis primeiros meses (evitando inclusive a água e certos chás). Mas a amamentação traz também grandes benefícios para os bebês depois dos seis meses!
Segundo a Organização Mundial de Saúde os bebês deveriam ser amamentados, com complemento, no mínimo até ao 2º ano de vida. Os benefícios da amamentação continuam mesmo para crianças maiores.
Mas a amamentação, não traz benefícios apenas para o bebê. É muito importante também para a mulher, a família e até para o meio ambiente!
Vamos saber porquê:

Vantagens para o bebê.

De uma forma geral, as crianças que mamam ao peito são mais inteligentes.
Um estudo feito na Nova Zelândia, durante 18 anos, com mais de 1.000 crianças provou que aquelas que foram amamentadas eram mais inteligentes e tinham maior sucesso na escola e universidade.
(Horwood and Fergusson, "Breastfeeding and Later Cognitive and Academic Outcomes", Jan 1998 Pediatrics Vol. 101, No. 1).

Todos os bebês precisam dum contato íntimo com a mãe. Inúmeras pesquisas mostram que bebês que não tiveram contacto físico tem maior risco de adoecer e até de morrer.
Na amamentação, o contato físico é maior e proporciona à mãe e ao bebê um momento de grande aproximação diária. Essa ligação emocional muito forte e precoce pode facilitar o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com outras pessoas.
Mesmo com amor e em boa fé, os pais que responsabilizam outros pela amamentação dos seus filhos têm sempre uma tendência em deixar a criança a se alimentar por si própria (especialmente as crianças maiores), que além da inconveniência da falta de contato físico, a criança está mais propícia em se engasgar ou ser vítima de outros problemas.

O desenvolvimento psicomotor e social dos bebês amamentados é claramente melhor e resulta, na idade de um ano, em vantagens significativas.
(Baumgartner, C.,"Psychomotor and Social Development of BreastFed and Bottle Fed babies During their First year of Life". Acta Paediatrica Hungarica, 1984).

Leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a suportar um pouco mais a dor. É uma boa idéia amamentar o bebê logo de início; ajuda a superar dores (como as resultantes de efeitos secundários de certas vacinas) e o próprio leite materno também reforça a eficácia da vacina.

O leite materno, contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida.
Tem água em quantidade suficiente, mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa de água.
Contém proteínas e gorduras mais adequadas para a criança e na quantidade certa;
Também tem mais lactose (açúcar do leite) do que os outros leites;
Vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de grandes suplementos vitamínicos (excepto a vitamina A, C e D);
Tem ferro em quantidade suficiente. Não há grande quantidade de ferro, mas ele é bem absorvido no intestino da criança;
Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;
Uma enzima especial (lipase) que digere as gorduras, e por isso o leite não é "pesado" como outros. O leite materno é facilmente digerido e absorvido. A criança em aleitação materna exclusiva pode desejar uma nova mamada em intervalo menor do que aquela que está a ser amamentada por leite de lata (maternizado).
Crianças que se alimentam ao leite de lata têm maior risco de obesidade na vida adulta.

Crianças em aleitação materna exclusiva, têm menos quadros infecciosos porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém factores anti-infecciosos que incluem:
Células brancas vivas (leucócitos) que matam as bactérias (micróbios);
Anticorpos (imunoglobulinas contra muitas das infecções mais comuns. Isto ajuda a proteger a criança até que ela comece a produzir os seus próprios anticorpos. Se a mãe tiver uma infecção, os anticorpos logo aparecem no seu leite;
Uma substância chamada factor bífido que facilita o crescimento de uma bactéria especial (Lactobacíllus bifidus), no intestino da criança. Essa bactéria impede que outras cresçam e causem diarreias e certas enterites;
Lactoferrina que se associa ao ferro, impede o crescimento de bactérias patogénicas (ou seja, bactérias que provocam doença) que necessitam deste nutriente.

O leite de vaca, também contém fatores imunológicos de ótima qualidade, mas para o bezerro. Esses factores só funcionam para a própria espécie, ou seja, não é tão eficaz de um animal para outro de espécie diferente. Contudo, alguns desses fatores até poderiam funcionar, mas eles são destruídos pela armazenagem e pela fervura do leite.

Nos bebês, o ato de sugar o seio é importante para o desenvolvimento das mandíbulas. Bebês que mamam têm de usar 60 vezes mais energia para conseguir o alimento que aqueles que mamam pela mamadeira. Como as mandíbulas são músculos esses são excelentes exercícios que proporcionam o crescimento saudável de mandíbulas bem formadas. Entre as crianças, quanto maior o período de amamentação, menor o risco de má-oclusão.

Por outro lado, a mamadeira com açúcar, especialmente oferecido à noite, é causador de cáries precoces.
Dificuldades de fala e com a língua são frequentes em bebês alimentados com mamadeira porque eles tentam fazer com que o leite flua de um bico artificial. Pode levar a problemas de fala, assim como a respirar pela boca e morder os lábios, entre outros.

Crianças alimentadas com mamadeira têm maior risco de desenvolver alergias. Essa questão é particularmente importante no caso de famílias com histórico de asma e outras doenças alérgicas.
Otite média é 3-4 vezes mais comum entre as crianças alimentadas com mamadeira do que as alimentadas ao seio.

Crianças alimentadas artificialmente têm maior risco de desenvolver certos linfomas (doenças dos orgãos linfáticos).
(Davis MK, Savitz DA, Graubard BI. "Infant feeding and childhood cancer." Lancet. 1988;2:365-368 e Shu X-O, Clemens H, Zheng W, et al. "Infant breastfeeding and the risk of childhood lymphoma and leukaemia". Int J Epidemiol.1995;24:27-32)

Bebês prematuros são especialmente beneficiados com a amamentação.
"O leite produzido pelas mulheres que tiveram bebês prematuros é diferentes do leite das mulheres que tiveram a gestação de 9 meses (40 semanas). Especificamente, durante o primeiro mês pós-parto, o leite de mães de bebês prematuros mantém a composição similar ao colostro - que é um leite muito mais forte.
("Hamosh, Margit, PhD, Georgetown University Medical Center "Breast-feeding: Unraveling the Mysteries of Mother's Milk".)

Os bebês amamentados têm menor risco de contrair enterecolite necrosante.
(Lucas A, Cole TJ. "Breast milk and neonatal necrotizing enterocolitis." Lancet. 1990; 336:519-1523).

Os resultados de uma pesquisa na Finlândia sugerem que a introdução de leites de vaca muito cedo aumenta o risco da criança desenvolver diabete do tipo I (juvenil, insulino-dependente).
(Virtanen et al: "Diet, Cow's milk protein antibodies and the risk of IDDM in Finnish children." Childhood Diabetes in Finland Study Group. Diabetologia, Apr 1994, 37(4):381-7).

Dados preliminares da Universidade de North Carolina/Duke University indicam que crianças amamentadas tiveram menos risco de contrair artrite juvenil ("Mother's Milk: An Ounce of Prevention?" Arthritis Today May-June 1994).

A falta de amamentação está associada ao aumento da incidência de esclerose múltipla.
(Dick, G. "The Etiology of Multiple Sclerosis." Proc Roy Soc Med - 1989;69;611-5).

Amamentação protege o bebê contra certos problemas da visão. Um estudo em Bangladdesh mostrou que a amamentação foi um factor importante de protecção para cegueira nocturna entre crianças na idade pré-escolar nas áreas rurais e urbanas. O leite materno é, em geral, a maior, se não única, fonte de vitamina A nos primeiros 24 meses de vida (ou durante o período de amamentação).
(Birch E, et al. "Breastfeeding and optimal visual development." J Pediatr Ophthalmol Strabismus 1993;30:33-8 e Bloem, M. et al. "The role of universal distribution of vitamin A capsules in combatting vitamin A deficiency in Bangladesh.: Am J Epidemiol 1995; 142(8): 843-55).

Leite materno não contém materiais modificados geneticamente. A maioria dos consumidores não sabe o que está a comer e cada vez mais se utilizam alimentos transgênicos, que não são devidamente controlados para já. Em estudos efectuados nos EUA com leites de soja : Alsoy, Similac, Neocare, Isomil and Enfamil Prosobee, todos contêm modificações genéticas. ("Biotechnology's Bounty", M.Burros, N.Y. Times 05/21/97).

Vantagens para a mãe

A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa.
Não existe nada melhor que olhar um bebê de cinco meses de idade e saber que toda a nutrição que ele precisa vem de da própria mãe!

Proporciona mais rapidez na diminuição do volume do útero e evita a hemorragia no pós-parto. A amamentação estimula a produção de ocitocina, que estimula as contracções que vão diminuir o tamanho do útero e expulsar a placenta. Essas contracções também agem nos vasos sanguíneos da mulher diminuindo as hemorragias.

A mulher que amamenta tem menos risco de contrair cancer de mama.
Segundo estudos efectuados, se todas as mulheres que não amamentaram ou amamentaram menos de 3 meses tivessem amamentado por 4 a 12 meses, o cancro de mama entre mulheres na pré-menopausa poderia ser reduzido em 11 por cento, em relação aos números actuais.
Se todas as mulheres amamentassem por 24 meses ou mais, essa incidência seria reduzida em quase 25 por cento!
Mulheres que foram amamentadas, quando crianças, mesmo que apenas por um tempo curto, tiveram um risco 25% mais baixo de desenvolver o cancro de mama do que as mulheres que foram amamentadas com mamadeira.
(Freudenheim, J. et al. 1994 "Exposure to breast milk in infancy and the risk of breast cancer". Epidemiology 5:324-331).

A amamentação exclusiva protege contra a anemia (deficiência de ferro), já que as mulheres amamentando exclusivamente, demoram mais tempo para serem menstruadas, as suas "reservas" de ferro não são diminuídas com o periodo menstrual;

A amamentação diminui o risco de osteoporose na vida adulta. A incidência de mulheres com osteoporose que não amamentaram foi 4 vezes maior.
(Blaauw, R. et al. "Risk factors for development of osteoporosis in a South African population." SAMJ 1994; 84:328-32);

A amamentação diminui a necessidade de insulina entre as mulheres que dão o seio ao bebê. A redução na dose de insulina no pós-parto foi bastante maior entre as mulheres que amamentavam do que as que davam a mamadeira.
(Davies, H.A., "Insulin Requirements of Diabetic Women who Breast Feed." British Medical Journal, 1989);

A amamentação estabiliza o progresso de endometriose materna.
Não amamentar aumenta o risco de desenvolver cancro do ovário e cancro do endométrio. (Rosenblatt KA, Thomas DB, "WHO Collaborative Study of Neoplasia and Steroid Contraceptives". Int J Epidemiol. 1993;22:192-197 e Schneider, A.P. "Risk Factor for Ovarian Cancer". New England Journal of Medicine, 1987).

Pode ajudar a intervalar o intervalo das gestações, mas atenção, isso só acontece em certas condições especiais.

Amamentar ajuda a mulher a voltar ao peso normal bem mais rapidamente;

Amamentar é muito prático!
Após o período inicial, de adaptação, fica muito mais tranquilo. Observe mulheres que amamentam bebês maiores. Tudo que a mulher necessita é levantar a blusa e dar o peito para o bebê. Não necessita sair para comprar leites e mamadeiras, não precisa ferver o equipamento, aquecer o leite, mexer, etc.
Se a mulher dormir com o bebê na mesma cama, não precisa se levantar para preparar o leite, basta tirar o peito e colocar perto da criança; ela faz o resto.
O leite materno está sempre na temperatura ideal, não necessita em se preocupar se está frio ou vai queimar a boca do bebê!
Além de que nunca azeda ou se deteriora na mama.

Vantagens para a família.

A amamentação é mais económica para a família.
Como os bebês amamentados adoecem menos, os pais desses bebês têm menos problemas a cuidar de crianças doentes, e tal significa mais tempo para toda a família;
Melhora a qualidade de vida das crianças e de toda a família.

Vantagens para Todos.
Amamentar é um Acto Ecológico!
Se cada mulher dos EUA desse leite de mamadeira ao seu bebê, seria preciso quase 86.000 toneladas de alumínio para produzir 550 milhões de latas por ano.
Se cada mulher da Inglaterra amamentasse, seriam economizados 3.000 toneladas de papel para os rótulos dos leites infantis.
Mas o leite não é o único problema.
Mamadeiras e bicos são feitos de plástico, vidro, borracha e silicone. A produção desses materiais é cara e constantemente não são reaproveitados. Todos esses produtos usam recursos naturais, causam poluição na sua produção e distribuição e também criam um lixo no seu empacotamento, promoção e exposição.

Fonte: CLINOTÁVORA

14/11/2008

Curva de crescimento.


Há até bem pouco tempo, as curvas de crescimento utilizadas pelos nossos pediatras eram baseadas na alimentação feita por mamadeira e leite em pó.
Basta a gente olhar um bebê que é amamentado e "comparar" com um bebê que toma leite artificial, pra notar a diferença de tamanho.
Os bebês que mamam ao seio, em geral, são mais altos e mais magros. Os bebês que tomam mamadeira, ficam rechonchudos, gordinhos mesmo. E como sabemos, gordura não é sinal de saúde.

Pensando nisso, as curvas de crescimento foram refeitas, levando em consideração o Aleitamento Materno. Veja:

Curva de peso para meninos
http://www.who.int/nutrition/media_page/cht_wfa_boys_z_0_5.pdf

Curva de peso para meninas
http://www.who.int/entity/nutrition/media_page/cht_wfa_girls_z_0_5.pdf

Curva de altura para meninos
http://www.who.int/entity/nutrition/media_page/cht_lhfa_boys_z_0_5.pdf

Curva de altura para meninas
http://www.who.int/entity/nutrition/media_page/cht_lhfa_girls_z_0_5.pdf

É importante lembrar que além de crescer e engordar, o bebê precisa estar se desenvolvendo bem motora e cognitivamente. Precisa ter bons períodos de sono e fazer xixi e cocô.

O ganho de peso por sí só, não é determinante no sucesso da amamentação. Por isso, mais importante do que ganhar um quilo por mês (por exemplo), é engordar e crescer, além de se desenvolver em outros aspectos.
Descartadas possíveis infecções (a de urina, com maior frequência), o baixo ganho de peso não é exatamente um problema, se levarmos em consideração estes outros aspectos.

O que não pode, é o bebê perder peso.

13/11/2008

Para descontrair!



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05/11/2008

Por quê tenho leite?


As pessoas que me veêm amamentar - sim, porque faço isso publicamente sem vergonha alguma, sempre se surpreendem com a quantidade de leite que ainda tenho, 11 meses após o parto.

É tambem uma bela oportunidade de dizer, cheia de graça, que amamentei o meu primogênito até os 5 anos, quando já estava grávida da minha caçúla.

Mas enfim... eu lhes respondo...
Eu tenho muito leite, por causa de uma questão a princípio meramente biológica: eu sou mãe.
Depois vem a cultural: eu quis amamentar.
E depois vem a explicação pessoal: eu acreditei que poderia. Acreditei que meu leite era melhor para meus filhos do que o leite de qualquer outra animal, porque eu não era uma mulher deficiente.

Confiei sem restrições que a natureza era sábia e jamais comprei uma mamadeira, uma lata de leite "infantil" ou uma "chupetinha para acalmar". E hoje lhes digo orgulhosamente, nunca preparei uma mamadeira. Porque meu corpo lhes bastou por muito tempo. E depois deste tempo, estes apetrechos já não eram mais necessários.

No início, para mim não foi mais fácil amamentar do que para ninguém. Tive ingurgitamento, irritação, rachaduras muito, muito dolorosas. Só EU sei o que passei. Chorei de dor, mas com a certeza de que passaria.
Procurei ajuda, apoio, tive fé e passou.

Então... Minha resposta para quem se admira com o fato de, ainda hoje eu ter tanto leite é...
Tenho muito leite porque amamento. E ainda tenho muitos anos pela frente para amamentar com prazer.
Tenho muito leite porque sou biologicamente mamífera, porque quero e porque acredito, com todas as minhas forças, que sou capaz.
Alguém duvida?

Dydy, Mamae do Kakau 6 anos, Gaia 11 meses e eterna namorada do Sandro.
Enfermeira obstetra, Enfermeira do trabalho e Enfermeira de PSF, que teve dois partos naturais domciliares maravilhosos com parteira.

www.partolandia. blogspot. com
www.outralogica. blogspot. com
www.amaezona. blogspot. com

31/10/2008

A verdade sobre a indústria do leite.

Reportagem de TV Australiana, realizada em 1989, sobre calamidade de desnutrição infantil, na Ásia, causada pela dieta única de leite em pó para crianças pobres, que vivem em péssimas condições de higiene e saneamento básico.

06/10/2008

Mil mães amamentando



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Ação para promoção da amamentação: Mil mães amamentando em Belo Horizonte dia 12 de outubro no Parque das Mangabeiras, 11 horas da manhã!

01/10/2008

Dia Nacional da Doação de Leite Humano



No Dia Nacional de Doação de Leite Humano a atriz Camila Pitanga, madrinha da campanha, mostrou pela primeira vez, por um motivo nobre, a filha Antonia, de 4 meses, em evento celebrado na manhã desta quarta-feira (1º), no Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio.

"Sou criteriosa e tenho respeito por minha filha, mas o contexto de solidariedade e cidadania desta campanha me fez trazer a Antonia. Acredito que a doação de leite é a extensão do ritual de amor que é a amamentação, por isso trouxe minha filha para reforçar esse time”, disse a atriz, que já foi doadora, mas no momento não tem excedente de leite para oferecer.

De acordo com o Ministério da Saúde, hoje o Brasil possui 195 unidades de banco de leite e é a maior rede do mundo. São 135 mil recém-nascidos beneficiados por ano no país. No Rio, 19 unidades atendem crianças recém-nascidas e prematuras que precisam de leite para sobreviver.

Clique aqui e veja todas as unidades do Brasil, relacionadas por cada região do país.


Leite humano
O leite materno, ainda segundo o Ministério da Saúde, é reconhecido mundialmente como o melhor alimento para a criança nos primeiros anos de vida. João Aprígio Guerra de Almeida, coordenador da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, chorou ao agradecer a presença da atriz e afirmou que o Banco de Leite do Rio foi o grande responsável por toda a rede nacional e pelo sucesso do programa:
“Você não imagina a importância da sua presença para essa campanha, a fim de sensibilizar toda a sociedade para essa causa tão nobre que é a doação de leite materno”, disse Agripino ao homenagear Camila Pitanga.

O evento, que também celebrou os 65 anos de funcionamento dos Bancos de Leite Humano, homenageou mães doadoras, além de hospitais e instituições que apóiam a campanha. Adson França, que representou o ministro José Gomes Temporão, exaltou a importância do aleitamento materno para proteger os bebês contra doenças e também para reduzir o número de mortalidade infantil.

“A Camila, hoje, colocou a Antonia a serviço do Sistema Único de Saúde. Preservou a imagem da filha até o momento certo, e nos deu de presente essa homenagem, ao trazer a Antonia aqui.”

Doadoras
Num discurso emocionado, a atriz disse estar vivendo os melhores momentos da sua vida com o nascimento da filha, ao falar para mães beneficiárias e doadoras, além de autoridades:
“Ver um monte de mães aqui com seus filhos me dá uma emoção e um prazer muito grande. Toda vez que eu enchia os potinhos de leite me dava uma euforia, porque pensava mais crianças vão se nutrir com esse leite e poderão ter os olhinhos brilhando como os da Antonia”, disse Camila.

Benedita da Silva, que é secretária estadual de Assistência Social e madrasta da atriz, contou que tem um filho, hoje com 42 anos, que foi beneficiado pelo banco de leite do Instituto Fernandes Figueiras (IFF) e, desde então, ela dá apoio à instituição. Ela lembrou que não só mães com problemas de saúde precisam da ajuda de doadoras, mas também as mães trabalhadoras, que não têm tempo nem oportunidade de ficar com o filho para dar o leite materno.

Quem quiser doar leite deve ligar para o SOS Amamentação no telefone: 0800-26-8877. Após informar os dados solicitados e ser orientada sobre como retirar e armazenar o leite materno, o Banco de leite entra em contato com a doadora na véspera da visita domiciliar.

“Quando a minha filha crescer, tenho certeza que ela vai ter orgulho ao ver esse cartaz, por esse bem que eu fiz”, finalizou Camila.

23/09/2008

Chupetas, mamadeiras e afins.


Poucas pessoas sabem, um número menor ainda já tinha visto... O Pedro usou chupeta por um tempo.
Mãe de primeira viagem, mesmo tendo certeza que chupeta não era bom, cedi aos seus encantos por dois motivos: pressão familiar e sugestão da pediatra.

Explico: com quase dois meses de vida, levei o Pedro pra São Paulo. Ele, que só mamava exclusivamente no peito e estava fora do seu "habitat natural", ficou muito agitado e grudento, ou seja, não largou do meu peito um segundo e chorava mais do que o fazia normalmente.
A família tinha certeza que meu leite não era suficiente e que ele precisava de chupeta pra se acalmar. Um único final de semana foi suficiente pra me deixar muito pilhada e ficar olhando pra ele com uma dúvida pairando no ar... Toda vez que ele mudava um pouco o temperamento, a chupeta rondava meu pensamento...

Com 3 meses, Pedro já não dormia durante o dia e estava sempre muito alerta. Passava muito tempo no peito, o que de fato era muito cansativo. Então ele deixou de ganhar peso, mantendo-se nos 5.400gr até completar 5 meses e a pediatra sugeriu o bico pra que ele pudesse se acalmar, dormir e permitir que o peito enchesse de leite gordo. Era uma tentativa de fazer o ganho de peso dele melhorar.

Por isso, ele usou chupeta por um mês mais ou menos. O uso era MUITO controlado, somente após as mamadas, até que ele adormecesse. Mas eu tirei por que achava horrível e fazia com que eu me sentisse incapaz de lidar com meu filho sem precisar de uma interferência externa.

Tirar chupeta é delicado. Tão delicado quanto desmamar. É cansativo e demorado (pra nós, quase 3 semanas). É preciso que a mãe esteja muito certa do que quer e que não ceda ao choro do bebê, oferecendo a chupeta novamente. É preciso que o pai apóie também, revezando-se na tarefa de acalentar o pequeno.

Não oferecer a chupeta é evitar passar por este transtorno. É aumentar as chances de sucesso na amamentação. É encontrar maneiras saudáveis de lidar com o bebê e aumentar o vínculo com ele, sem contar os problemas de odoontologia e fonoaudiologia.
Chupeta não é natural... Se fosse necessária, nasceria uma junto com a criança, assim como crescem o seios para a amamentação...

Depois deste epsódio, ele nunca mais colocou um bico na boca, nem de brincadeira.
Mamadeira é algo em que ele nunca colocou a mão. E não escondo: tenho muito orgulho disso.

15/09/2008

Chupeta: por quê não dar?




Parte integrante de várias listas de enxoval do bebê, o bico representa a "tranqüilidade da casa". Com as suas diferentes marcas, formas, cores e desenhos desperta uma atração irresistível para o consumo das futuras mães e confundem no momento da escolha.

Bem aceito pela maioria dos pais e crianças e criticada por psicólogos, fonoaudiólogos e odontopediatras, levanta-se a questão: o bico é de fato uma boa opção?

- A chupeta causa uma confusão de bicos para a criança, por possuir formato agradável de sugar e normalmente maior que o mamilo materno. Ao aceitar a chupeta a criança pode recusar o seio.
- A chupeta pode interferir nos ciclos naturais de deglutição, sucção e respiração.
- Chupeta não substitui dedo! A sucção do dedo é natural nos indivíduos desde a gestação; ao nascer a sucção é o primeiro reflexo a ser ativado. Além de prazeroso, sugar é um treinamento para aprender a alimentar através do processo de mastigação. O ideal é oferecer o seio ao bebê não somente assim que nasce como também em outros momentos de carência não-nutricional. Mamar acalma e alimenta.
- Chupeta não pode ser consolo! A criança precisa aprender a se consolar e lidar com as próprias frustrações.
- Não faz diferença se o bico é mais anatômico, ortodôntico, de silicone ou látex. O problema está nos maxiliares, e neste ponto o modo de estímulo (negativo) é idêntico em todos os modelos.
- Chupeta pode causar alterações na linguagem e atraso na fala, além de deformações ósseas e má oclusão da arcada dentária.
- Chupetas podem ser substituídas pelo dedo mindinho de seus pais e pelo seio da mãe!

09/09/2008

Seis meses amamentando Laura!



Depois de uma gestação tranquila, onde me exercitei muito cuidando do meu filho mais velho, meu parto foi maravilhoso, do jeito que sonhei.
Pari minha filha numa casa de parto, um ambiente tranquilo e acolhedor. De cócoras na banheira, meu marido assistiu ao nascimento da filha e a aparou ao nascer.
Ele queria me entregá-la, mas segundo ele mesmo conta, eu a "tomei" das mãos dele... Mal podia acreditar que tinha minha filha nos braços.
Ela mamou ainda na banheira, ainda ligada a mim pela placenta, que saiu suavemente e deixou de nutrir minha princesa. Dali prá frente era comigo!

A amamentação não podia ser diferente do que foi, ou melhor, do que está sendo.
Hoje Laura completa seis meses de amamentação exclusiva e me orgulho de cada momento.
No começo meus seios racharam um pouco, doeram um pouco, mas minha certeza de que fazia o melhor pela minha filha era tão clara que me fez ir adiante. Cada progresso dela me dava forças para continuar levantando à noite para amamentá-la.
Hoje, com exatos 6 meses, pesa 7250g e mede 66cm, é muito esperta e simpática. É uma criança feliz e segura.
Me orgulho muito de bater no peito e dizer que NUNCA comprei uma lata de leite artificial, que ela NUNCA ficou doente e que meu leite é fantástico.

Todas nós somos capazes de gerar, parir e nutrir nossos filhos. Tem que querer, tem que se dedicar, tem que acreditar!

Ps.: Artur, meu filho mais velho, mamou exclusivo até 6 meses e depois até quase um ano, quande desmamou naturalmente.


Daphne, 33, mamãe do Artur 2 anos e 4 meses e Laura 6 meses de puro leite materno! BH/MG

21/08/2008

Em Defesa da Amamentação.

Está havendo um movimento encabeçado pelo deputado federal e produtor de leite Leonardo Moura Vilela para alterar a Lei nº 11.265, de 04 de janeiro de 2006, que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também de produtos de puericultura correlatos, conhecida como NBCAL.

Este projeto de lei (PL 6919) está na Comissão de Seguridade Social e Familia para ser dado parecer, na proxima quarta feira, dia 20/08. A votação foi antecipada (estava prevista em setembro).

O projeto de lei com a justificativa você encontra no www.camara.gov.br/sileg/ MostrarIntegra.asp?CodTeor=388789 que aconselho de ler.

Resumindo, este projeto quer alterar a palavra "adverte" da citata lei NBCAL nos artigos onde se diz que o Ministério da Saúde adverte que os bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno leite materno até os seis meses etc, nas caixas de leite e nas embalagens de outros produtos afins. Esta "pequena" mudança pode alterar muito a comercialização destes produtos sendo desfavorável à proteção e divulgação do aleitamento materno.

A citada lei NBCAL, cuja primeira redação é de 1988 e que foi duas vezes revisada, é uma lei que coloca o Brasil como um exemplo a ser imitado entre os paises por regulamentar com firmeza o marketing dos produtos substitutivos do leite materno. Eu mesma ouvi os elogios no último ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno) em maio passado o responsável da Aliança Mundial para o Aleitamento Materno fez ao Governo brasileiro.

Um pouco de história: em1981 centenas de países adotaram um código da Organização Mundial da Saúde sobre este tema com o qual os governantes dos paises se comprometeram a votar leis nacionais para criar leis nacionais para regulamentar o marketing agressivo da indústrias.

Como todos nós sabemos, o leite artificial é ótimo quando realmente necessário,mas desde que foi elaborado, muitos abusos foram cometidos por falta de ética das industrias...tanto que precisou adotar medidas de lei e o surgimento de um movimento para resgatar o aleitamento materno (a este movimento pertence La Leche League Internacional). Este marketing agressivo é uma das causas do desmame precoce e responsável, de acordo com os dados da Unicef, da morte de um milhão e meio de bebês no mundo inteiro. Por exemplo, o leite em pó pode estar contaminado por bacterias, deve ser preparado utilizando água não contaminada e seguindo rígidas normas de higiene, caso contrário causa sérias doenças gastrointestinais. Sem contar que, por causa do preço elevado, algumas mães se veêm obrigadas a diluí-lo mais subtraindo nutrientes aos bebês que podem vir a sofrer subnutrição.

O que todas as mães podem fazer?

O projeto pode ser bloqueado se todo mundo escrever mas não dá mais tempo de enviar por correio...Vamos enviar um fax para o Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, Deputado Jofran Frejat, nos números: (61) 3216-6790 ou (61)3216-6781. LLL Distrito Federal vai enviar um fax também.

As mães, e todas as pessoas interessadas, de Brasília podem fazer muito mais. Elas podem se apresentar pessoalmente, levando os filhos movidos a leite materno, para testemunhar a importância de manter a regulamentação do jeito que está e para mostrar a importância do aleitamento materno.

Espero que aceitem este convite...É MUITO IMPORTANTE!

São os interesses dos produtores de leite (o deputado proponente é o primeiro) e das indústrias contra nossos direitos e dos nossos filhos. Podem se encontrar em frente ao Plenário nº 7 no anexo da Câmara às 09h00 (a votação começará às 09h30). O Plenário nº 7 é o da Comissão de Seguridade Social. Ai encontrarão a dra. Sônia Salviano do HRT de Taguatinga que está articulando a mesma ação junto aos Bancos de Leite do DF. Amigas, queria estar ai...como mãe, defensora da amamentação, líder de LLL!

Escrevam e se apresentem: vamos demonstrar que os interesses econômicos não contam mais dos nossos direitos!

16/08/2008

Câmara aprova licença-maternidade opcional de seis meses



Câmara aprova licença-maternidade opcional de seis meses
Empresa que der licença maior receberá incentivo fiscal; agora, projeto segue para sanção de Lula
Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - A Câmara aprovou nesta quarta-feira, 13, o projeto de lei que amplia a licença maternidade dos atuais quatro para seis meses. O novo prazo de licença maternidade não é, no entanto, obrigatório: caberá às empresas decidir se concedem ou não os 180 dias de benefício a suas funcionárias. Na prática, as trabalhadoras da iniciativa privada só serão beneficiadas pela lei a partir de 2010, quando as empresas passarão a contar com incentivos fiscais para conceder a extensão da licença maternidade.
Pelo projeto, as empresas que resolverem aderir ganharão incentivos fiscais e um certificado "Empresa amiga da Criança". O projeto depende apenas da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor. Os incentivos só serão concedidos a partir de 2010 porque o governo alega que a redução na arrecadação terá de ser adaptada na Lei Orçamentária, o que só poderá ocorrer no ano que vem.
A Lei do Orçamento Geral da União para 2009 já está pronta e será enviada ao Congresso até 30 de agosto. Para o serviço público, o novo prazo de licença maternidade poderá ser aplicado imediatamente após a sanção da nova lei.
O projeto aprovado na Câmara prevê que os quatro primeiros meses de licença maternidade continuarão sendo pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS). Os salários dos dois meses a mais serão pagos pelo empregador, que receberá ncentivos fiscais: sobre o valor bruto do salário não vão incidir o imposto patronal de 20% nem os 11% do INSS.
Além disso, o valor pago integralmente pelo empregador nesses dois meses será deduzido do imposto de renda da empresa. A concessão de dois meses a mais de licença maternidade é opcional e quando a empresa aderir o benefício valerá para todas as funcionárias.
De autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), o projeto foi aprovado em votação simbólica - apenas o deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ) votou contra a proposta. Segundo a senadora, cerca de 100 municípios, entre eles o Rio, e 11 governos de Estado já adotam licença maternidade de seis meses. Empresas como a Nestlé, Wall-Mart, Garoto, Fersol e Eurofarma também dão a suas funcionárias o benefício.
A nova lei beneficia também as mães adotivas, que poderão passar a ter 180 de licença-maternidade. A nova lei irá corrigir o descompasso entre a atual legislação brasileira, que estabelece uma licença de quatro meses, e a recomendação da rganização Mundial de Saúde (OMS) de que as mães devem amamentar seus filhos por, no mínimo, seis meses.
Fonte: O Estadão.

01/08/2008

Blogagem coletiva SMAM 2008



O tema da Semana Mundial de Amamentação desse ano é "O apoio à mulher vale ouro"!
Como este blog nasceu de uma forte história de apoio, aproveito para dividá-la com vocês!

Ele nasceu no reveillon, com 2.900 kg. Eu não o tinha visto nascer, apesar de ter lutado com ele pelo seu nascimento. Foi extraído, aspirado, separado de mim e observado por 3 horas. Quando chegou pra eu conhecê-lo, era um pacote quentinho e miúdo, um serzinho com quem eu teria que formar vínculo, aprender a amar, e não tinha outro modo senão cuidando e amamentado muito!

Chegamos em casa depois de 2 dias e eu já sentia a pega errada dele, os mamilos sensíveis durante a mamada. Fiz tudo o que as pessoas da família me diziam para tentar aliviar a dor; a intenção era boa mas não tinha resultado.

Somado à dor estava a freqüência das mamadas, a perda de peso no primeiro mês, o cansaço e a insegurança da mãe recente, fui pedir apoio ao pediatra. Ao invés de incentivo, saí do consultório com uma receita de fórmula infantil e um pedido de exame de urina…

Comprei a fórmula por insistência do marido e fiz o exame: Breno estava mesmo com infecção urinária, pesava então 2,6 kg. Comecei a complementar as mamadas com o leite de vaca através de uma sonda ligada ao mamilo, ele tomou antibiótico, meu peito estava quase sarando.

Quando acabou a primeira lata de leite eu decidi que não iria comprar outra e que não iria pedir a opinião do pediatra; busquei informação nos sites de apoio à amamentação exclusiva e escrevi para as amigas Pati Merlin e Socorro Moreira.

Pata tinha um bebê 23 dias mais velho que meu Breno, e na mesma hora que escrevi ela me pediu meu telefone. Me ligou dizendo logo assim “você acredita no seu leite? Acredita que ele é forte e capaz de nutrir seu filho?” Era tudo o que eu precisava ouvir!

Com as dicas dela e da Socorro passei a complementar as mamadas com meu próprio leite ordenhado, passava também nos mamilos após cada mamada. Parei de me preocupar com o intervalo das mamadas e passei a amamentar em livre demanda, de dia e de noite, deixando Breno dormir comigo na cama. Em um mês ele engordou 1.2 kg, ganhou dobrinhas, estava se desenvolvendo muito bem! Hoje sei que o biotipo dele é mais “mignon”, por isso o ganho de peso dele nem sempre era o esperado, mas andou cedo, falou cedo, é muito inteligente e come de tudo!

Esse foi o início de um período de amamentação que durou mais de 3 anos, se não fosse o apoio das amigas e sites certamente não teria sido tão bem sucedido.

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Alice nasceu num parto na água que fechou muitas feridas de uma cesárea anterior. Na ocasião eu ainda amamentava o mais velho, Breno, que mamou boa parte da gestação também.

Eu acreditava que não teria problemas na amamentação por já estar amamentando há mais de 2 anos, já estar com os mamilos “calejados” e ter experiência, mas me enganei. Em poucos dias os mamilos e auréolas onde ela pegava feriram, chegaram a sangrar. Eu na época já sabia que não devia fazer o que fiz quando Breno começou a mamar, então nada de bico de silicone, casca de frutas, limpeza dos seios antes de amamentar.

Eu queria e sabia que podia amamentar exclusivamente ao seio, porém a dor era grande, eu já tinha minhas tarefas, tinha que cuidar de dois, não tive forças e recorri ao leite de vaca. Minha idéia era dar a fórmula uma ou outra mamada até os seios sararem, mas num certo dia ela chegou a ficar sem leite de mãe por 24 horas inteiras… Nesse dia pedi ao Breno e ele esvaziou os dois seios que estavam lotados, escrevi pras listas, sem vergonha de pedir ajuda, e pra Pata e Socorro de novo!

Dessa vez quem me ligou foi Socorro, que estava com seu filhote mamando exclusivamente, e recebi as dicas certas pra cicatrização e correção da pega. Mensagens de apoio vieram de vários cantos, e novamente usei uma lata de fórmula e pronto, estabelecemos a amamentação exclusiva que foi até quase 8 meses! Ela era uma bolinha, risonha e esperta, e tive muito orgulho de responder sempre que comentavam sobre as dobrinhas dela “é puro leite de mãe!”.

Ela está com 2 anos e 3 meses, ainda mama pra dormir (eu combinei isso com ela há 4 meses) e também se alimenta muito bem, nunca teve uma gripe forte, assim como o irmão.

Minhas experiências de amamentação apesar de tudo foram muito positivas, sou muito grata pelo apoio que recebi, e isso foi a inspiração para eu e Pata fazermos esse blog de apoio para outras mães que desejam amamentar!

Rebeca, mãe de Breno e Alice